Nokia quer substituir Huawei na construção do 5G no Reino Unido

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O Reino Unido anunciou hoje (14) a proibição de equipamentos da Huawei nas redes 5G britânicas, mas uma concorrente já se colocou em posição de assumir o local da fabricante chinesa. A finlandesa Nokia disse que possui estrutura e velocidade para assumir o vácuo deixado pela empresa banida.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o comandante da Nokia UK, Cormac Whelan, comentou sobre a proibição de equipamentos da Huawei no Reino Unido. O executivo deixou os serviços da empresa finlandesa à disposição das operadoras britânicas.

Cormac Whelan, CEO da Nokia UKCormac Whelan, CEO da Nokia UKFonte:  Controls Drives & Automation 


"Temos a capacidade e a experiência para substituir todos os equipamentos da Huawei nas redes do Reino Unido em escala e velocidade", disse Cormac Whelan. Até o momento, nenhuma operadora britânica respondeu ao comentário do executivo da Nokia.

Transição até 2027

A decisão anunciada hoje pelo governo britânico suspende quaisquer negócios entre Huawei e as operadoras do Reino Unido. As empresas estão proibidas de comprarem equipamentos 5G da fabricante chinesa e devem substituir os produtos já existentes na infraestrutura de rede até o ano de 2027.

a  Reuters 

De acordo com o comandante da Nokia, a empresa finlandesa possui experiência para tornar esse processo de transição simples e menos danoso para os consumidores. "Estamos prontos para dar suporte à implementação da decisão do governo do Reino Unido com impacto mínimo nas pessoas que usam as redes de nossos clientes", explicou Cormac Whelan.

Enquanto a situação pode acabar em um bom negócio para a Nokia, a suspensão de contratos com a Huawei pode atrapalhar o crescimento do 5G no Reino Unido. As estimativas são de que a infraestrutura atrase em até 3 anos e tenha um custo extra de até 2 bilhões de libras.

Além da Huawei, outra empresa que sofreu com limitações comerciais no Reino Unido é a ZTE. As duas empresas estão na mira do governo britânico após serem consideradas pelo governo dos Estados Unidos como "ameaças à segurança nacional".

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