Xiaomi não deve repetir sucesso de 2019 na venda de celulares

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O ano de 2019 terminou muito bem para a Xiaomi no mercado de celulares e tudo indicava que 2020 seria igual ou melhor. Afinal, logo no início do ano, a companhia chinesa viu as ações alcançarem um valor recorde e, em março, ultrapassou a Huawei e virou a terceira maior fabricante no setor.

Entretanto, parece que a situação não é mais tão favorável. Segundo fontes consultadas pelo site Digitimes, a Xiaomi encontra dificuldades para manter o mesmo ritmo acelerado e os números excelentes do ano anterior. Isso não significa, portanto, que a empresa está mal das pernas — mas sim que ela estabeleceu um ritmo tão alto de vendas e produção que se tornou difícil de manter.

De acordo com a publicação, a manutenção dos números será um desafio e já é possível observar alguns reflexos disso em vendas, que teriam apresentado queda nos últimos meses. A Xiaomi não comentou oficialmente o assunto e, por enquanto, essa informação deve ser tratada como um rumor da indústria.

Os motivos

As fontes ouvidas pelo DigiTimes sugerem dois grandes obstáculos para que a Xiaomi repita o desempenho de 2019 neste ano: as mudanças no mercado e a pandemia do novo coronavírus. A primeira não é exatamente uma novidade, mas a cada ano a rivalidade com outras companhias — especialmente as chinesas — fica cada vez mais acirrada. Empresas como Vivo, Oppo e agora a Realme incomodam cada vez mais em mercados selecionados, como Índia e China, seguindo o mesmo estilo de custo benefício para conquistar consumidores.

Além disso, apesar de ter negado impactos negativos em um primeiro momento, a Xiaomi deve sim apresentar números mais baixos devido à pandemia do novo coronavírus. As fábricas da empresa em Wuhan, epicentro da doença, até começaram a retomar as atividades, mas o consumo em geral deve ser afetado durante e após o período de isolamento social.

Felizmente, a gigante chinesa tem outros setores no qual se apoiar financeiramente: a divisão de TVs e de dispositivos de IoT também se saíram muito bem em 2019 e não devem mostrar tantos sinais de desaceleração.

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