Congresso dos EUA tenta lidar com monopólio de gigantes da tecnologia

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Na semana passada, executivos da Sonos, Tile, Basecamp e PopSockets foram até o Congresso dos Estados Unidos para participar de uma audiência que pedia leis mais duras contra gigantes da tecnologia. O motivo seria a dificuldade que novas startups têm para conseguir concorrer com o monopólio de empresas como Microsoft, Apple, Google e Amazon.

A audiência foi mais um capítulo de uma longa investigação que o Subcomitê Antitruste vem realizando sobre o tema — e que recentemente chegou a Hollywood. O The Vergecast conversou com o deputado David Cicilline, responsável por liderar o subcomitê, sobre o que ele espera que o congresso faça para minimizar o monopólio de gigantes da tecnologia nesse cenário de competitividade digital.

Cicilline ressaltou a importância da investigação para que a concorrência com novas empresas possa acontecer de maneira justa, possibilitando mais inovação no mercado da tecnologia: "Penso que temos de ver se o comportamento da empresa pode ser descrito de maneira justa como anticoncorrencial. Eles estão usando seu domínio de mercado para tornar impossível que um concorrente entre no mercado e sobreviva; como resultado, levando a uma redução da inovação e de opções para os consumidores. Eles só conseguem fazer isso porque têm muito domínio do mercado. Como lidamos com a realidade de que essas quatro plataformas de tecnologia são tão grandes e controlam a maior parte do mercado? Que podem, com a alteração de um algoritmo, dificultar o acesso ao software, tornar quase impossível a sobrevivência de um concorrente? Isso não é bom para a economia. Não é bom para as escolhas dos consumidores. Não é bom para inovação. E não é bom para a competição".

Congresso tem tido dificuldade para resolver problemas de monopólio das gigantes da tecnologia (Fonte: Unsplash)
Congresso dos EUA vem enfrentando dificuldades para resolver problemas de monopólio das gigantes da tecnologia. (Fonte: Unsplash)

O congressista comentou também como uma empresa pode usar a própria plataforma para monopolizar um mercado. Ele explicou que uma gigante do e-commerce como a Amazon pode funcionar tanto como plataforma quanto como fabricante, o que gera um conflito de interesses que precisa ser resolvido.

"O Congresso tem certos poderes, e dividir empresas não é um deles. Penso que deveríamos ter tido uma aplicação antitruste muito mais rigorosa, o que impediria várias dessas empresas de serem tão grandes quanto são. Acho que a sugestão da senadora [Elizabeth] Warren é realmente interessante e algo em que penso muito: a noção de 'você pode ser uma plataforma ou um fabricante e produtor de serviços, mas não pode fazer as duas coisas'".

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