Índia quer atrair Apple e outras empresas afetadas pela guerra comercial

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A Índia está de olho nos espólios da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. De acordo com a Reuters, o país está montando um plano para atrair as empresas descontentes com os aumentos nos impostos causados pelo conflito comercial entre as duas potências.

Segundo informações obtidas pela agência de notícias, o governo indiano está montando uma força-tarefa para chamar a atenção de companhias que estão em uma "lista de alvos", que teria sido montada na metade de agosto. O objetivo do país é mostrar que tem potencial para substituir as linhas de montagem na China.

(Fonte: Asian Nikkei Review/Reprodução)

Os comandantes da Índia estariam de olho em empresas de smartphones como a Apple e fabricantes de peças como Foxconn e Wistron Corp. Os planos também incluem fazer ofertas para negócios além do mercado de tecnologia, como grandes nomes da indústria farmacêutica e automobilística. Segundo a Reuters, o governo indiano já teria conversado com a Volkswagen, Hyundai e Honda sobre a possibilidade de expandir as operações em seu território.

Fugindo das taxas

O objetivo da Índia com as investidas é, principalmente, ganhar a atenção das empresas que serão afetadas pelas sanções que vão impor mais taxas sobre produtos comercializados entre Estados Unidos e China. A Apple, que fabrica seus dispositivos no gigante asiático, deve enfrentar impostos extras a partir de setembro para vender acessórios como o Apple Watch em casa. Uma nova tarifa de 15% também deve se aplicar aos iPhones e iPads até o final do ano.

(Fonte: CNET/Reprodução)

Neste cenário, muitas companhias estão começando a investir em fábricas localizadas em países como o Vietnã. Segundo a Reuters, a Índia tem potencial para ser uma nova potência da manufatura com sua grande densidade populacional e mão de obra mais barata, mas ainda não conseguiu deslanchar.

O problema é que os profissionais indianos não possuem tanta qualificação quanto os funcionários presentes em locais vizinhos, o que costuma afugentar certos acordos de grande porte. Além disso, como boa parte das grandes fabricantes já estão instaladas na China, a terra da muralha possui um ecossistema de montagem mais organizado, o que torna o êxodo do país mais complicado.

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