A Huawei desafiou os Estados Unidos via moção legal nesta quarta-feira (29) alegando que o banimento aos seus equipamentos é inconstitucional. Como nota o The Verge, a Huawei continua lutando para manter as recentes políticas que afetam empresas chinesas longe de sua marca.

Diversas companhias estadunidenses, como o Google, já anunciaram cortes em parcerias com a Huawei. Seria tudo sobre espionagem? Para entender toda essa briga em diversas matérias, você pode clicar aqui.

“A tirania que os fundadores temiam”, diz a Huawei

Na última quinta-feira (23), o presidente Donald Trump admitiu em uma entrevista que o banimento da Huawei seria uma “moeda de troca” com a China. Ao falar com a imprensa, Trump disse o seguinte: “a Huawei é algo muito perigoso. Você olha para o que eles fizeram, do ponto de vista de segurança e militar, é muito perigoso. Então, é possível que ela seja incluída em algum tipo de acordo comercial. Se fizéssemos um acordo, poderia imaginá-la como parte dessa proposta".

Sobre o novo processo movido pela Huawei, a companhia chinesa praticamente declara que o decreto dos EUA mira especificamente ela mesmo — e isso é inconstitucional. A constituição norte-americana deixa claro que o Congresso não pode aprovar leis que tenham como alvos pessoas específicas.

A chinesa ainda argumenta que o banimento “nega à Huawei qualquer procedimento para fornecer refutação”, além da legislação ainda produzir “a tirania que os fundadores temiam”. Por fim, a moção tenta profetizar: “Hoje são as telecomunicações e a Huawei. Amanhã pode ser sua indústria, sua empresa, seus consumidores”.

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