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A multinacional chinesa Huawei, além de acumular uma receita bilionária, está no centro de várias polêmicas envolvendo espionagem. A companhia de equipamentos de telecomunicações, criada em 1987, é comandada pelo empresário e fundador Ren Zhengfei — ex engenheiro de tecnologia militar do Exército de Libertação Popular da China.

No início, a Huawei focava seus esforços em equipamentos do mercado corporativo, criando produtos como o Private Branch Exchange (PBX), um aparelho de troca automática de ramais telefônicos. 

Celulares da Huawei

Foi só em 2003 que a corporação passou a investir em celulares. O primeiro aparelho foi denominado C300. Com o surgimento da tecnologia Android, chegou ao mercado o modelo Huawei IDEOS, que se destacou pelo preço amigável. 

Em 2010, os lucros da multinacional começaram a decolar e, três anos mais tarde, ela já era considerada uma das maiores fabricantes globais de smartphones

Além de celulares, a chinesa aposta em outros tipos de dispositivos, como o Huawei Watch (relógio inteligente) e o Huawei Matebook (laptop).

Outra peculiaridade da empresa é que eles possuem uma interface operacional própria em cima do Android, denominado Emotion UI, ou EMUI.

Harmony OS

O sistema operacional próprio da Huawei, Harmony OS, foi desenvolvido para funcionar em diversos dispositivos, como smartphones, PCs, tablets, entre outros.

 A empresa garante que pretende continuar usando o Android, da Google, em seus aparelhos. A migração, entretanto, só ocorrerá caso a situação com os Estados Unidos se agrave e eles sejam proibidos de utilizar o recurso.

 Segundo a chinesa, é possível adaptar o funcionamento de todos os aparelhos para a nova plataforma em cerca de dois dias. 

A princípio, a novidade chegará nos smartwatches e computadores em 2020, e em fones inteligentes em 2021.

Polêmicas

Além de grande sucesso comercial, a multinacional possui uma vasta quantidade de acusações, a maior parte delas por parte dos Estados Unidos. Desde 2012, existem preocupações de que os equipamentos da Huawei apresentem uma ameaça à segurança norte-americana. Além disso, em 2018, tanto a Austrália quanto a Nova Zelândia decidiram excluir a empresa dos seus planos de rede 5G — também por acreditar em uma possível tentativa de espionagem. Em 2019, o mesmo aconteceu na Espanha.

 A companhia chinesa nega todas as acusações. Até o momento, nenhum membro da Huawei foi considerado culpado.

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