O maior serviço de streaming de música do mundo, o Spotify, anunciou um grande marco nesta semana. A plataforma, uma das responsáveis pela popularização dos serviços de streaming, alcançou o incrível número de 100 milhões de usuários pagantes (contas premium).

Em maio do ano passado, a companhia revelou alguns dos seus incríveis números: 170 milhões de usuários ativos mensalmente e 75 milhões de pagantes. Eis que esse quantitativo cresceu ainda mais 1 ano depois, principalmente após o lançamento na Índia — que aconteceu no fim de fevereiro de 2019. Na ocasião, a plataforma recebeu mais de 1 milhão de usuários em apenas 1 semana. Segundo a empresa, no fim do primeiro mês já se contabilizava o dobro dessa quantidade.

(Imagem: Reprodução/Pixabay)

Embora tenha alcançado 217 milhões de usuários ao todo, até agora o Spotify não consegue lucrar com o crescimento — perdeu cerca de US$ 158 milhões no Q1 de 2019. Segundo a plataforma, a causa disso é a própria popularidade: quanto maior o sucesso do serviço, maiores bônus são concedidos aos funcionários.

Felizmente, ao garantir a liderança entre os serviços de streaming de música, o Spotify se torna cada vez mais atraente para o mercado musical mundial e de parcerias na área de tecnologia. No Reino Unido, por exemplo, ao contratar o plano família do Spotify, os usuários recebem um Google Home Mini; além disso, os novos Galaxy S10 possuem Spotify pré-instalado.

Liderança mundial

Apesar de ser a maior plataforma de streaming de música internacionalmente, o Apple Music domina o mercado norte-americano — ainda que com margem de apenas 2 milhões de usuários. Em contrapartida, depois do lucrativo Q4 de 2018, o Spotify se dedica à tarefa de retomar a liderança nos Estados Unidos, investindo principalmente em podcasts, destaque no serviço da Apple.

Já na Europa, ambas as empresas brigam na Justiça por supostas “práticas anticompetitivas” por parte da Apple. O Spotify tornou a polêmica pública em uma pequena animação publicada no YouTube, expondo as taxas impostas pela Maçã e as injustiças cometidas pela empresa dona da Apple Store e da concorrente Apple Music.