Após o assassinato de duas passageiras do app Didi Chuxing por motoristas da plataforma na China, o governo local afirmou que vai inspecionar e fiscalizar apps de transporte individual em atuação no país. A Didi é dona da brasileira 99 e também é a maior empresa do gênero na China, rivalizando em nível global com a Uber.

As informações são da Reuters, que não detalhou o que exatamente o governo da China pretende fazer em um primeiro momento para evitar que fatalidades voltem a ocorrer. A última vítima de motoristas de apps de transporte individual na China morreu no fim de semana passado, após ter sido supostamente estuprada pelo agressor.

Nós aceitamos a supervisão e daremos o nosso melhor para melhorar nossos serviços e para garantir a segurança do público

Seja como for, a fiscalização deve começar no dia 5 de setembro, de acordo com o ministério dos transportes chinês. A Didi disse publicamente na rede social Weibo que vai cooperar com a supervisão do Estado. “Nós aceitamos a supervisão e daremos o nosso melhor para melhorar nossos serviços e para garantir a segurança do público”.

Apesar de fatalidades terem sido registradas na China, motoristas de apps similares em outros países também foram acusados de conduta ameaçadora em direção a passageiras e passageiros. De acordo com dados da CNN, 103 motoristas do Uber e 18 do Lyft teriam estuprado, tocado à força ou sequestrado passageiras nos últimos quatro anos nos EUA.

No Brasil, a 99 interrompeu o cadastro de novos motoristas após denúncias do jornal O Povo terem exposto uma prática ilegal de compra de cadastros falsos de motoristas, o que resultou também em até quatro estupros no Ceará. A Gazeta do Povo também já havia relatado práticas fraudulentas de motoristas da 99.