Uma passageira foi estuprada e morta na noite da última sexta-feira (24) na China enquanto fazia uma corrida com o aplicativo Didi. A empresa por trás desse serviço de transporte individual é dona da brasileira 99, a qual também vem passando por problemas de segurança similares por aqui.

Apesar dessas reclamações, o Didi não baniu o motorista do seu serviço

O caso na China, contudo, teve um fim mais trágico e, aparentemente, poderia ter sido evitado pela Didi. Outras passageiras transportadas pelo mesmo motorista já haviam reclamado do comportamento ameaçador do homem, tendo ele tentado levar uma mulher para um local remoto e, em outra oportunidade, ficado seguindo a passageira com seu carro após ela ter desembarcado. Apesar dessas reclamações, o Didi não baniu o motorista do seu serviço porque o atendente que recebeu as queixas simplesmente não seguiu com os procedimentos que deveria. Em outras palavras, foi um caso de negligência que pode ter custado a vida de uma mulher.

Em função dessa fatalidade, a província chinesa de Zhejiang suspendeu a operação do Didi em todo o seu território. O local é importante centro econômico da China, tendo mais de 54 milhões de habitantes e uma das principais cidades do país, Hangzhou. O governo local afirma que a medida foi tomada para forçar a Didi a oferecer melhores recursos de segurança, mas não ficou claro quando ou se a plataforma será liberada novamente na província. Em resposta, a Didi fez um comunicado oficial explicado “sentir muito” e admitindo que seus procedimentos de segurança foram falhos.

No Brasil, a 99 interrompeu o cadastro de novos motoristas após denúncias do jornal O Povo terem exposto uma prática ilegal de compra de cadastros falsos de motoristas, o que resultou também em até quatro estupros no Ceará. A Gazeta do Povo também já havia relatado práticas fraudulentas de motoristas da 99.