Xiaomi estreou recentemente na Bolsa de Valores de Hong Kong e, diferente do que muitos esperavam, após uma promissora oferta pública de ações (ou IPO), estabeleceu um valor de mercado de US$ 54 bilhões — inferior à previsão inicial de US$ 100 bilhões. No mesmo dia, a chinesa viu suas ações caírem 6% e se recuperarem logo em seguida. Isso gerou dúvidas quanto ao desempenho da companhia, mas relatórios divulgados hoje (22) mostram a razão da chinesa figurar atualmente como quarta maior potência no mercado de smartphones.

As contas relativas ao segundo trimestre do ano (Q2) mostram uma impressionante alta de 68% em relação ao mesmo período do ano passado, com uma receita de aproximadamente US$ 6,6 bilhões e lucro líquido de US$ 2 bilhões. Os smartphones foram os grandes responsáveis por essa escalada, com vendas de 32 milhões de unidades — um aumento de 58,7% na comparação com a temporada anterior.

Muitos analistas veem o mercado de telefones como muito volátil, competitivo e já bastante abarrotado, por isso, embora esses números sejam animadores, a Xiaomi pretende crescer em diferentes propostas, incluindo abordagens alternativas com seus aparelhos em outras regiões — a exemplo do Pocophone F1, que tem como alvo a Índia e a Europa.

Como os preços acessíveis são uma das grandes vantagens de seus celulares — e isso influencia diretamente na margem de lucro da empresa —, a  ideia é também avançar em outros filões de serviços e produtos. Além dos acessórios que já produz, ela planeja aumentar as linhas de lifestyle e Internet das Coisas, assim como os setores de smart TVs e PCs portáteis.