Pela primeira vez desde novembro de 2017, o valor de todas as criptomoedas atingiu um valor inferior a US$ 200 bilhões. Imprevisível, o mercado das moedas digitais teve um ano surpreendente, com o Bitcoin chegando a valer mais de R$ 64 mil em dezembro.

Pipocaram na internet notícias de alguns investidores que se tornaram "mini" milionários "da noite para o dia", bem como de gente que deixou de ganhar muita grana por ter esquecido as senhas de suas carteiras digitais ou ter guardado Bitcoins em discos rígidos que se perderam ou apresentaram defeito. 

A partir de janeiro de 2018, houve uma reviravolta. Os preços começaram a cair, obedecendo a um ciclo já tradicional nesse mercado. Stan Schroeder, do Mashable.com, descreve a queda dos últimos dias como um "banho de sangue", referindo-se à cor vermelha usada para indicar o percentual de queda das moedas.

Não há uma razão muito clara que explique essa redução. O Ethereum, segunda criptomoeda mais popular, foi a escolha para impulsionar projetos da blockchain através de ofertas iniciais de moedas (ICOs, sigla em inglês) no ano passado, e centenas de projetos arrecadaram milhões de dólares dessa forma. 

Agora, dados apresentados pela empresa de pesquisa Santiment mostram que essas startups provavelmente estão vendendo seus Ethereums, fazendo o preço cair ainda mais, como em um efeito dominó.

Há previsão para que a desvalorização termine? 

Não. Talvez apenas quando as criptomoedas chegarem ao mercado financeiro mainstream. Alguns especialistas afirmam que o Bitcoin pode chegar aos US$ 50 mil ainda neste ano, mas ninguém pode prever isso com exatidão, assim como não puderam antecipar o quanto ele subiu em 2017 e o quanto ainda pode vir a cair atualmente.