A Google recebeu na última semana uma multa recorde de US$ 5 bilhões (€ 4,3 bilhões) da União Europeia (EU) por práticas anticomerciais envolvendo o Android. Depois da sentença, surgiram informações de que a companhia estadunidense tenta negociar com a UE desde 2017 a fim de evitar o pior, o que não foi possível.

Segundo reportagem do Bloomberg, a gigante da web se propôs a alterar a forma como distribui os seus próprios aplicativos, além de ter se comprometido também a reduzir as restrições impostas às fabricantes que utilizam o Android. Não foram revelados muito detalhes sobre o conteúdo da carta enviada aos reguladores europeus em agosto de 2017, afinal esse conteúdo é confidencial e foi vazado à imprensa por fontes anônimas.

“Os advogados [da Google] nunca receberam uma resposta formal e apenas ouviram dos oficiais que um acordo não era mais uma opção”, revela a reportagem assinada por Aoife White e Stephanie Bodoni. “Isso fez com que eles nem mesmo discutissem se a companhia estaria disposta a pagar uma multa como parte do acordo”, prosseguem os jornalistas.

A tentativa malsucedida de acordo entre Google e Comissão de Concorrência da União Europeia levou à maior multa já aplicada pelo órgão em sua história. Até então, o valor mais alto havia sido de US$ 2,7 bilhões (€ 2,4 bilhões) aplicado à própria Google em julho de 2017 por práticas anticompetitivas do seu comparador de preços, o Google Shopping.

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