Pois é, tudo indica que a Sony está bem interessada em dominar o mercado dos instrumentos, tanto que já deu passos importantes para conquistar o posto. No dia 22 de maio, a empresa emitiu um comunicado sobre a compra da EMI Music Publishing, em uma jogada para se consolidar como líder da indústria. Acha que não é nada demais? Bom, na verdade, isso simplesmente fez com que a ela se tornasse a maior gravadora — e distribuidora — de músicas do mundo.

Agora, a gigante japonesa será dona de aproximadamente 90% da outra editora, que, por si só, já conta com um catálogo com mais de 2 milhões de hits de grandes artistas do meio, como David Bowie, Frank Sinatra e outros. Aliás, essa tendência já podia ser notada há algum tempo, uma vez que o catálogo do ícone do reggae Bob Marley foi adquirido por 50 milhões de dólares em janeiro deste ano.

Já em dezembro de 2016, a Sony deu mais um passo, adquirindo a SONGS, uma empresa jovem no meio, que possui músicas de sucesso de artistas como Lorde e The Weeknd. Essa transação saiu por 160 milhões de dólares.

Negociar com a EMI mostra como Kenichiro Yoshida, novo CEO da gigante japonesa, tem diversas estratégias preparadas — para ele, a companhia está tentando tomar posse de mais propriedade intelectual nessa indústria, e é aí que a compra da multinacional inglesa entra como parte crucial do processo. A ideia é que os ganhos com licenciamento de entretenimento aumentem, o que irá ajudar a renovar o trabalho feito com as marcas que negociam com a Sony.