Com um nome tão grande por trás do projeto, não há como negar que o serviço de streaming em desenvolvimento pela Disney é um dos mais esperados em tempos – mesmo que a própria empresa ainda não tenha falado absolutamente nada sobre o assunto. No entanto, se você esperava ver o surgimento de um novo competidor direto da Netflix, parece que esse não é o caso: no lugar disso, a companhia deve ficar com sua programação mais “família”.

A novidade surgiu graças ao site Deadline, que teve acesso a informações de várias reuniões feitas pela própria Disney com outros estúdios de Hollywood, detalhando mais sobre como será seu serviço. Entre elas, foi revelado que a empresa vai trazer apenas programas e séries que se encaixam na marca Disney, bem como nomes já conhecidos, como suas séries de Star Wars e da Pixar.

É claro que isso não quer dizer que a empresa vai deixar de produzir séries e filmes mais sérios. No entanto, eles devem continuar onde estão: no Hulu ou no Netflix, como é o caso das séries da Marvel.

Conteúdo próprio não vai faltar

Dito isso, é bom esperar uma quantidade considerável de conteúdo exclusivo chegando ao serviço. Isso porque o relatório também afirma que a Disney quer produzir de quatro a cinco filmes e séries de TV originais já em seu primeiro ano. 

Entre os nomes de projetos cinematográficos citados temos adaptações de Dom Quixote, A Dama e o Vagabundo, O Mago de Papel, Stargirl, Togo, 3 Solteirões e um Bebê, A Espada Era a Lei e Timmy Failure. Já nas séries de TV, temos um novo High School Musical, uma animação de Monstros S.A., um live-action da Marvel e um título de Star Wars.

A expectativa de investimento para uma série é de US$ 25 a US$ 35 milhões para dez episódios, mas pode chegar a US$ 100 milhões.

Nomes menos famosos da empresa devem deixar de sair nos cinemas para serem lançados apenas na plataforma. Um exemplo disso é o longa Magic Camp, que estava previsto para sair nos cinemas ainda em 2018 e acabou sumindo do calendário da empresa, e o filme natalino Noelle.

Por último, mas não menos importante, vale frisar que todas essas informações não vêm de declarações oficiais. Logo, é muito possível que isso mude por completo até o lançamento do serviço – até porque, considerando que o serviço só será inaugurado em outono de 2019 e que ele vai estar disponível apenas nos EUA em seus primeiros meses, antes de chegar ao resto do mundo, ainda tem tempo de sobra para que o quadro mude.