Com o mercado de criptomoeda em alta, todo mundo quer aproveitar para tirar uma casquinha do hype e aparecer como um produto “da moda”. Agora, sucos, chás e outros itens estão agregando a palavra “blockchain” — a tecnologia usada para realizar as negociações descentralizadas das criptomoedas — para se destacar nas prateleiras e aos olhos dos consumidores e acionistas.

Ontem (21) pela manhã, a companhia de bebidas Long Island Iced Tea viu suas ações serem catapultadas a 500% depois da troca do nome para Long Blockchain Corp. E não foi só ela quem fez isso, entram na onda marcas de produtos de vários setores, como embalagens, sucos, cigarros eletrônicos, entre outros. A razão é, claro, a atenção que as novas nomenclaturas ganham quando são associadas à Bitcoin e outras criptomoedas.

A grande preocupação dos analistas e autoridades fica com relação à descaracterização das empresas e às transações potencialmente manipuladoras, como já citou a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (Securities and Exchange Commission — SEC) no caso da The Crypto Company. A companhia lida com criptografia mas tornou-se pública ao adquirir outra do ramo de suprimentos esportivos. A SEC suspendeu-a por essas razões.

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