A LG divulgou o balanço financeiro da empresa para o segundo trimestre de 2017 e os sentimentos são mistos. Por um lado, a companhia apresentou crescimento na receita. Por outro, a única divisão que não contribuiu positivamente para esse cenário foi justamente a de dispositivos móveis

Ao todo, a sul-coreana apresentou um crescimento de quase 4% na receita gerada em relação ao mesmo período do ano passado. Os rendimentos foram de US$ 12,89 bilhões (R$ 40,46 bilhões), e o lucro apresentado é de US$ 588,2 milhões (R$ 1,84 bilhão), valor 13,6% maior do que no mesmo trimestre de 2016.

Os segmentos LG Home Appliance & Air Solution Company (de eletrodomésticos e outros produtos para casas), LG Home Entertainment Company (que vende TVs e home-theaters) e LG Vehicle Components Company (de componentes e serviços para automóveis) apresentaram crescimento e perspectiva de fazer um 2017 ainda melhor.

O lado ruim

Sim, os números são positivos, e a LG deve se orgulhar do balanço apresentado. Porém, o relatório traz uma mancha: dos quatro principais setores da companhia, três deles geraram lucro, enquanto um ficou no negativo. E ele é justamente o setor Mobile Communications Company.

De acordo com a LG, o trimestre foi "desafiador": a receita gerada foi de US$ 2,39 bilhões (R$ 7,5 bilhões), porém o resultado não é lucro, mas sim perdas operacionais de US$ 117,27 milhões (R$ 368,11 milhões) e um quadro inalterado em relação ao mesmo período de 2016.

Os motivos seriam as vendas mais baixas do que o esperado de modelos Premium — que só pode ser o LG G6 — e o alto custo de fabricação dos componentes dos aparelhos.

Só que nem tudo é má notícia, já que o mercado dos EUA para a marca subiu em 13% e a perspectiva é de melhora com a recente apresentação da série Q e de um novo top de linha (o aguardado V30). Se isso será o suficiente para levantar o setor mobile da LG de novo? Isso só saberemos no próximo relatório.

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