Vikram Kumar, CEO do MEGA, fala sobre o email criptografado da companhia de Dotcom. (Fonte da imagem: Getty Images)

Suspeitas de que as gigantes da web colaboraram com o governo dos Estados Unidos na espionagem de cidadãos de várias partes do mundo colocaram muita gente em alerta e, com  isso, desenvolvedores já começam a propor alternativas supostamente mais seguras a alguns serviços básicos. Uma delas é o recém-anunciado email do Mega, o serviço de compartilhamento de arquivos de Kim Dotcom.

Desta vez, porém, quem toma o microfone é Vikram Kumar, presidente da empresa criada por Dotcom. Como a ideia é a criação de um sistema que combine criptografia de dados com uma interface amigável para qualquer usuário, o trabalho que se estende diante deles é bem maior do que se pode imaginar.

“O grande obstáculo tecnológico é oferecer a funcionalidade de email esperada pelas pessoas, como buscas por emails, que são triviais se os emails estão armazenados em forma de texto (ou disponível em forma de texto) no lado do servidor”, contou o executivo ao ZDNet.

“Se todos os servidores podem ver o texto criptografado, como é o caso da criptografia end-to-end, então toda a funcionalidade deve ser criada no lado do cliente. [Isto] não é impossível, mas muito, muito difícil”, garante Kumar, revelando ainda que a companhia deve gastar ainda mais alguns meses para resolver o problema. Ele afirma que não existe a possibilidade do serviço ser lançado sem o sistema de criptografia do Mega.

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