No curto período de tempo desde seu surgimento, a impressão 3D se tornou incrivelmente importante na área médica. Graças a essa tecnologia, foi possível desde criar próteses mais avançadas a desenvolver aparelhos que corrigem imperfeições em nossos órgãos – e até mesmo criar substitutos deles, no futuro. E agora acabamos de ter mais um avanço bastante interessante na área: remédios impressos.

A façanha foi alcançada pela empresa farmacêutica Aprecia Pharmaceuticals, com o remédio contra epilepsia Spritam. Segundo um anúncio de imprensa oficial, ela não apenas teria desenvolvido um remédio totalmente impresso em 3D, como também seria a primeira a ter uma droga fabricada dessa forma aprovada pela Administração de Comida e Drogas dos Estados Unidos (a famosa FDA).

Remédios melhorados

É claro que, a esse ponto, muitos devem estar se perguntando quanto ao que realmente muda para melhor na eficiência desses remédios – afinal, um comprimido parece não ser muito além de um acumulado de químicos. Mas o fato é que há sim diferenças positivas.

Uma delas, por exemplo, é que esses remédios são feitos de maneira a dissolver muito mais rápido em contato com a água. E não estamos brincando quanto falamos “muito”, nesse caso: como o vídeo abaixo mostra bem, o menor contato com a água já faz com que um comprimido se desfaça em instantes, enquanto uma droga comum chega a levar um minuto para tal.

Pode parecer uma mudança pequena, mas no caso de um comprimido com concentrações grandes (de até 1.000 mg) faz toda a diferença. Basta pensar no número de pessoas que evitam tomar um remédio por ele ser grande demais e, por sua vez, difícil de engolir; com a tecnologia da Aprecia, chamada “ZipDose”, basta um gole d’água para que isso não seja mais problema.

Igualmente útil, principalmente no caso de remédios infantis, é a possibilidade de utilizar o sistema para novas técnicas de mascarar o sabor de um comprimido.

Não limitando-se a isso, uso da impressão 3D permite que um produto seja adaptado especificamente para as necessidades do paciente, no lugar de ser uma fabricação padronizada em massa. A única preocupação que isso gera é que um método como esses tende a ser mais caro; se realmente vai pesar no bolso dos consumidores ou não, só saberemos no começo de 2016, quando o Spritam chegar ao mercado oficialmente.

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