Peças de crânio, peles, cartilagens e até mesmo determinados órgãos são algumas das partes do corpo humano que as impressoras 3D já são capazes de confeccionar (veja mais aqui). E a parceria entre medicina e tecnologias eletrônicas contemporâneas não se cansa de desbravar horizontes. Desta vez, uma vértebra foi impressa e implantada em um garoto de 12 anos.

O procedimento é pioneiro e foi realizado com sucesso neste mês por médicos da Universidade de Pequim (China). Após cinco horas de duração, o transplante da segunda vértebra foi concluído com sucesso pelos especialistas. A peça foi moldada de acordo com as especificações do corpo do menino; camadas de pó de titânio constituíram o “osso” implantado.

O paciente possuía um tumor maligno em sua medula espinhal. “Ele estava jogando futebol quando acertou a bola e lesionou seu pescoço. Descobrimos assim a doença”, declara a mãe do garoto. “Apesar de ser baixa, a probabilidade de rejeição de implantes tradicionais existe – pode ser que, a longo prazo e submetido à pressão, o osso se destaque de onde foi implantado. Esses problemas não existirão mais com implantes de peças impressas em 3D”, explica Liu Zhongjun, diretor do Departamento de Ortopedia da Universidade de Pequim.

Esta cirurgia inaugurou, de fato, a implantação de uma vértebra impressa em 3D. Procedimentos cirúrgicos que usam a tecnologia de impressão em três dimensões, porém, não são novidade. A equipe chefiada por Liu Zhongjun, por exemplo, executa um programa de estudos sobre o campo de necessidades cirúrgicas desde 2009. Em 2010, cirurgias em animais foram feitas pelos médicos; em 2012, aplicações em seres humanos começaram a ser realizadas.

Um futuro promissor

De acordo com relatório publicado pelo grupo Freedonia, o faturamento global do mercado de ortopedia em 2008 ficou em US$ 36 bilhões. A projeção feita pela empresa de consultoria afirma que a demanda por dispositivos médicos implantáveis deverá atingir o montante de US$ 52 bilhões até 2015. Implantes ortopédicos das mais variadas formas podem ser feitos às custas de impressões em 3D; com a “idade da prata” florescendo, esses tipos de procedimento deverão se tornar bastante comuns nos próximos anos.

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