Responsáveis por salvar a vida de muitas pessoas, os marca-passos são alguns dos aparelhos mais suscetíveis a hacks existentes atualmente. Uma pesquisa conduzida pela WhiteScope descobriu nada menos que 8 mil bugs nos softwares programadores usados em eletrônicos do tipo, todos eles capazes de abrir a porta para ações de hackers.

A pesquisa, feita a partir da análise de produtos de quatro fabricantes diferentes, também descobriu que os aparelhos não autenticam seus programadores. Em outras palavras, qualquer ferramenta disponível em sites como o eBay tem o potencial de ser usada para modificar o comportamento da ferramenta implantada em um corpo humano.

Embora as fabricantes sejam responsáveis pelo controle dessas ferramentas de programação, os pesquisadores conseguiram obtê-las em sites de leilão por valores que variam entre US$ 500 e US$ 3 mil. Para completar, os sistemas de monitoração usados por médicos não exigem nomes de login ou senhas de autenticação — e os softwares utilizados muitas vezes mantêm dados sensíveis de pacientes, sem qualquer espécie de criptografia.

Estudo criticado

Segundo o professor assistente de ciência da computação da Universidade John Hopkins, Matthew Green, há um bom motivo para que senhas não sejam usadas. Segundo ele, isso só causaria uma etapa burocrática a mais no tratamento de pacientes, impedindo que tratamentos fossem realizados com a devida velocidade.

Ele também critica o estudo por ele não dar ênfase suficiente ao fato mais preocupante: que pessoas mal-intencionadas podem ganhar acesso remoto a um marca-passo. Infelizmente, embora preocupações do tipo sejam antigas, poucas fabricantes se empenham em aumentar a segurança de seus produtos — um estudo separado conduzido pelo Ponemon Institute LLC descobriu que somente 17% das empresas tomam atitudes para proteger os gadgets.

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