A LG anunciou recentemente uma grande reestruturação em sua divisão mobile. A companhia já está há três trimestres registrando prejuízo, e as expectativas são de pelo menos mais dois períodos no vermelho antes de uma recuperação começar a acontecer. Parte desse problema tem sido o fracasso do LG G5 nas lojas.

O top de linha da marca até conseguiu um bom volume de vendas no lançamento, tendo registrado 3 vezes mais unidades entregues do que aconteceu no ano anterior com o G4. Depois disso, entretanto, a LG tem diminuído drasticamente a quantidade de G5 entregues ao mercado por não haver mais demanda suficiente.

No lançamento desse top de linha, a coreana parecia bem confiante na ideia de vender um aparelho como o G5, o qual poderia ainda gerar lucros com a venda de módulos. No início do mês passado, entretanto, a Lenovo lançou seus Moto Z e Z Force, com capacidades modulares bem mais avançadas, o que talvez explique a perda de interesse no dispositivo da LG recentemente.

Fora isso, o lançamento de uma versão capada e muito cara do G5 no Brasil e em outros países também minou a expectativa dos consumidores em torno dele.

Nova organização

Com essa situação nas mãos, o chefe da divisão mobile da LG, Cho Juno, criou um setor de gerenciamento de programas, que terá autoridade sobre decisões estratégicas de produto, marketing e vários outros segmentos dentro da LG Mobile. Esse novo setor deve ser o responsável por repensar a forma como a marca se projeta no mercado e responderá direto a Juno.

LG tem perdido cada vez mais protagonismo e reconhecimento de marca

A companhia ainda transferiu centenas de funcionários da sua divisão mobile na Coreia do Sul para outros setores da corporação e está fazendo demissões em massa. A ideia é que a empresa pare de fabricar celulares em seu país natal e foque seus esforços nas fábricas do Vietnã, onde a mão de obra é significativamente mais barata.

No cenário global, a LG tem perdido cada vez mais protagonismo e reconhecimento de marca, especialmente com a ascensão de fabricantes chinesas como a Huawei, que é atualmente a terceira maior marca de smartphones do mundo, atrás apenas de Samsung e Apple. A LG fica em um distante sétimo lugar, com menos de 4% do mercado mundial.

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