Em fevereiro deste ano, os consumidores da Lenovo se viram envolvidos em um grande escândalo de privacidade. Estamos falando do "Caso Superfish", que assustou muitos usuários por conta de uma brecha de segurança nos aparelhos e que permitia o acesso de estações remotas para o monitoramento de atividades. Depois de ser processada pelo caso, a companhia informou que isso era restrito a poucos aparelhos.

Nessa restrição, havia a informação de que as linhas Think não seriam afetadas — incluindo ThinkPad, ThinkCentre e ThinkStation. Porém, um novo estudo lançado pelo Computer World revela que estes computadores também são programados para enviar informações de navegação e utilização diretamente aos servidores da Lenovo.

Não se trata do mesmo Superfish visto anteriormente, mas existem aplicações em segundo plano que foram criadas para fazer com que dados sejam coletados e enviados para a companhia — logicamente, sem o consentimento dos consumidores. O CW afirma que um dos principais coletores está no processo "Lenovo Customer Feedback Program 64".

Polêmica?

O site ainda diz que é possível encontrar outros processos e serviços com nomes suspeitos e que supostamente estariam enviando as informações para a Lenovo e para firmas de análise de web. Mas a fabricante afirma que nada disso está sendo feito de maneira ilegal, pois tudo estava revelado nas documentações dos aparelhos.

A Lenovo se defende dizendo que os documentos de suporte das linhas Think já afirmavam tudo isso, mas deixa claro que nenhum dado pessoal ou identificável é coletado. Como a própria Lenovo diz: "Os computadores podem coletar informações não pessoais e não identificáveis sobre o uso das aplicações da Lenovo".

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