Embora hoje isso possa não valer a pena, não é raro que amigos voltando do exterior contem histórias de como passaram pela alfândega com seu novo smartphone, geralmente carregando o aparelho fora da caixa, como se fosse seu há tempos. Aí, logo no começo deste ano, um verdadeiro “Jaspion chinês” chega com os dois pés no peito, ao ser pego com 94 iPhones 6 presos ao corpo. Porém, isso é coisa de iniciante se comparado a um caso da última terça-feira (10), com um homem tentando contrabandear nada menos que 146 celulares da Apple.

Ok, é errado tentar passar com produtos acima da cota de consumo isenta sem pagar as devidas taxas, mas nada se compara à proporção titânica de aparelhos que esses caras estavam tentando levar de um lugar para outro. De acordo com a polícia da província de Shenzhen, na China, o homem detido no aeroporto local não portava nenhuma bagagem além de uma bolsa pequena junto ao corpo. Até aí, nada de errado ou que levantasse algum tipo de suspeita dos seguranças e fiscais.

O problema foi que, assim como o rapaz do caso anterior, ele andava de forma “engraçada”, dando passadas pesadas, com uma postura estranha e as costas eretas de um jeito não muito natural. O difícil é achar alguém que não apresentasse as mesmas características ao caminhar por aí com 126 iPhones colados em volta do tórax e outros 20 divididos entre as duas pernas. Será que tinha outra pessoa com um carregamento de relaxantes musculares para aliviar o amigo contrabandista ao fim da viagem?

Quando as autoridades foram levantar a ficha do suspeito, fizeram uma descoberta interessante: ele tem uma ficha extensa nesse tipo de crime, tendo sido detido por pelo menos outros quatro casos semelhantes desde 2011, chegando à marca de 511 produtos apreendidos pela polícia. Isso indica que talvez ele não seja o mais habilidoso na arte de camuflar ou esconder a posse de seus produtos transportados de forma ilegal – mas ainda é bastante requisitado para o serviço.

"Nem sempre" é uma gentileza.

Os agentes locais disseram que a prática não é incomum e que os contrabandistas, em busca de dinheiro fácil, tentam todo tipo de estratégia para burlar a fiscalização dos aeroportos. Só no de Shenzhen, cerca de 23 tentativas de contrabando foram descobertas nos primeiros dois meses de 2015, com produtos que variam desde eletrônicos até diamantes e ouro. Sendo assim, talvez seja mais seguro deixar as suas compras dentro da legalidade do que se tornar um verdadeiro rocambole de iPhones, não é?

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