Pesquisadores da Universidade Ocidental do Canadá fizeram um levantamento de dados e concluíram que, ao contrário do que se pensava, “fãs de pornografia” teriam atitudes menos negativas em relação à mulher e à sua posição na sociedade do que quem não curte esse tipo de conteúdo. Esse levantamento foi embasado na General Social Survey, realizada pelo governo dos EUA anualmente com cerca de 24 mil norte-americanos.

Eles cruzaram dados de algumas respostas desse questionamento, apresentado no último ano, e confirmaram que quem assiste a pornô não teria maior ou menor propensão a discriminar mulheres de qualquer forma em comparação aos demais, aqueles que não consomem conteúdo adulto.

Na pesquisa do governo norte-americano, 23% dos entrevistados confirmaram que assistiram a algum vídeo pornô no último ano. Comparando as demais respostas relacionadas com alguma forma de preconceito, em média, consumidores de pornografia teriam inclusive mais compreensão para com a causa feminista: eles normalmente expressam atitudes mais positivas em relação a mulheres em posição de poder e no ambiente de trabalho em geral. Eles também teriam expressado menos negatividade quanto ao aborto.

20 anos de pornô na web?

Outro estudioso corrobora essa tese. Christopher Ferguson, professor de psicologia na Universidade Internacional Texas A&M, comentou que agressões domésticas e estupros a mulheres têm diminuído neste começo da era da internet, de acordo com o que relatou o National Post. “Eu acho que se a pornografia fosse acabar com a sociedade, ela já teve 20 anos para isso… E ainda não a destruiu”, disse o professor ao periódico.

Claro que nem o levantamento da universidade canadense nem os dados de Ferguson podem comprovar de forma mais científica que a pornografia é ou não relacionada à discriminação da mulher. Contudo, há grupos de ativistas feministas que condenam o pornô, assim como há muitos outros que não veem o produto como algo ruim.

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