Quando a pergunta é "quantos bits estão em um kilobit (kb), a resposta costuma variar. Há quem responda que é óbvio que são 1.000 bits, enquanto outras pessoas defendem que o valor é, na verdade, 1.024 bits. E agora, em quem confiar?

Quem soluciona essa dúvida é o National Institute of Standards and Technology, órgão dos Estados Unidos que regula padrões de medidas e unidades. Ele é quem define qual deve ser o valor utilizado oficialmente, ao menos no país, sendo que essa decisão acaba sendo transportado também para outros lugares.

Qual a resposta? Basicamente, o valor oficial é mesmo 1.024 bits, mas a indústria em geral adotou 1.000 bits para simplificar esses valores visualmente — e esse número inteiro, segundo o NIST, é o que deve ser utilizado.

Entenda a confusão

Os profissionais de informática notaram que 2 elevado à décima potência (ou 2^10), que resulta em 1.024, era "quase muito parecido" com 1.000. Para criar uma nomenclatura que facilitasse a comunicação e diminuísse a quantidade de caracteres na tela, eles começaram a usar o prefixo "kilO" para definir esse número — e, no Sistema Internacional (SI) de medidas, o kilo significa "mil alguma coisa", como em kg (quilogramas, ou mil gramas e km (quilômetros, ou mil metros). Nascia aí o "kb" ou "kbit".

Ou seja, quem mexia com computadores e eletrônicos em geral usava o termo kilobit sabendo que, na verdade, o valor é 1.024 bits, apesar do nome indicar outra coisa. O problema é que essa comunidade cresceu e não só profissionais, mas também usuários casuais começaram a adotar a terminologia — e nem todos sabiam o verdadeiro significado.

Por mais que o valor seja mesmo 1.024 bits, a indústria acabou adotando o outro número. Desse modo, um megabyte de memória não vale 1.048.576 bytes, mas sim 1.000.000 bytes. E a situação fica ainda mais complicada quando outros setores adotam valores diferentes: alguns designers de rede utilizam 1.048.576. bit/s como 1 megabit por segundo, enquanto o bom e velho disquete de 1,44 MB adota 1.024.000 bytes.

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