Na França, a noção de fidelidade é um artigo do código civil que declara que “parceiros casados devem um ao outro a obrigação de respeito, de fidelidade, de ajuda e de assistência”. Claro que isso não impede as pessoas de pularem a cerca, porém, quando alguém começa a promover a infidelidade em campanhas, o fato começa a incomodar muito mais gente.

Depois que o site Gleeden lançou uma série de anúncios que convidavam mulheres casadas a procurarem relacionamentos extraconjugais, a Associação de Famílias Católicas (AFC) entrou na justiça para contestar a legalidade do site e dos anúncios.

“O primeiro site de encontros extraconjugais pensado por mulheres”

Jean-Marie Andres, presidente da AFC, declarou em entrevista à BBC que sabe que existem outros sites que promovem contato sexual. Porém, o Gleeden seria diferente, pois seu modelo de negócios é baseado em infidelidade conjugal. Por esse motivo, a associação quer fazer valer a lei que diz que o casamento é um compromisso público.

Gleeden

O site não tenta esconder o interesse em atrair mulheres, especialmente casadas. Além de toda a publicidade ser focada em traição e na possível insatisfação feminina, o Gleeden cobra taxa de assinatura apenas dos clientes do gênero masculino.

Solene Paillet, representante do Gleeden, declarou que as traições aconteceriam com ou sem um serviço exclusivo para tal fim e que o site só chegou para atender uma demanda que já existia.

“Por questão de princípios, nós não oferecemos cartão de fidelidade”

Essa não é a primeira polêmica que envolve o serviço. Muitos dos cartazes promovendo o Gleeden foram vandalizados, e uma outra organização católica já fez um abaixo assinado que recolheu mais de 20 mil assinaturas de pessoas que pediam para que as propagandas fossem removidas.

Além disso, alguns dos anúncios que foram colocados em ônibus na conservadora cidade de Versailles precisaram ser retirados de circulação após uma empresa receber mais de 500 reclamações em uma única semana. 

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