Aqui jaz uma vítima da internet.

Se para nós a internet é uma ferramenta indispensável de comunicação, entretenimento e informação, para muitas coisas ela foi o ponto final. Dependo do ângulo em que a web é vista, ela pode ser interpretada como uma arma de destruição inescrupulosa e insaciável. Uma máquina de matar!

Para quem não consegue ver a internet com este olhar mais apocalíptico, vamos a alguns exemplos: qual a primeira coisa que fazemos quando queremos localizar o endereço de um estabelecimento? Que ferramenta utilizamos para enviar uma mensagem urgente para um colega de trabalho? Se estamos perdidos, qual a maneira mais fácil de nos localizamos? Precisando compartilhar fotografias?

A resposta e solução mais prática para estas situações é acessar a internet! Onde foram parar as listas telefônicas, os mapas, as cartas, os álbuns de fotos, as locadoras, entre muitos outros. A lista de itens barbaramente liquidados pela rede mundial de computadores é mais extensa que as fichas criminais de Jack (o Estripador), Jason e Fred Krueger somadas.

O Baixaki elencou o obituário com as 15 coisas que a internet assassinou e jogou no fundo de uma vala!

Locadoras, uma mera lembrança

Antes da popularização da internet com alta velocidade, as locadoras eram empreendimentos muito rentáveis. Entretanto, ao que tudo indica, a próxima geração talvez nem conheça esse tipo de estabelecimento.

A facilidade com que é possível adquirir filmes atualmente (infelizmente a maioria delas acontece por meios ilícitos) faz com que as locadoras tornem-se locais inúteis para os navegantes da web. Até a Blockbuster, pioneira no ramo há 25 anos, que chegou a possuir mais de 3 mil unidades espalhadas pelo mundo, já fechou as portas.

Locadoras? Só virtuais.

Nem os heróis hollywoodianos, como Super-Homem, Batman, Homem de Ferro e Hulk puderam conter a força destrutiva da internet!

Falta de concentração

A presença da internet em nossas vidas tem alterado consideravelmente a forma como nos comunicamos, pensamos e agimos. Conectados 24 horas por dia durante os sete dias da semana, desenvolvemos uma nova habilidade: o cérebro multiuso.

Nos grandes centros urbanos, não é difícil encontrar pessoas mandando um email pelo notebook, falando no Skype através do seu smartphone ou “twittando” novidades para seus seguidores com um tablet. Se por um lado isso demonstra que podemos realizar várias atividades ao mesmo tempo, em outra perspectiva, isso promove a falta de concentração. Tal fato já se reflete nas escolas, onde o número de alunos com déficit de atenção cresce todos os anos.

Tudo ao mesmo tempo!

Com o andar da carruagem, nesse ritmo evolucionista árduo e incessante, não estranhe se encontrar pessoas com quatro braços (dois mecânicos) andando pelas ruas segurando em cada mão um aparelho diferente.

Nota: enquanto este artigo foi produzido, foram disparados cinco tweets, três emails foram respondidos, duas ligações atendidas e quatro notícias foram lidas.

Respeito e civilidade entre os usuários

Você já deve ter escutado um sermão dos seus pais ou avós sobre o respeito que devemos ter com outras pessoas, principalmente com aquelas que possuem mais experiência de vida. Parece que a internet serviu como uma pílula do esquecimento para um grande número de usuários da web.

Discussões em fóruns, comentários em sites e blogs e mensagens enviadas em redes sociais se tornaram mecanismos para que as pessoas pudessem insultar aquilo ou aqueles que não as agradam ou não concordam com sua opinião, achando que sempre sairão impunes.

Isso já não é uma verdade absoluta, pois muitos governos têm combatido a atuação desses internautas mal-educados com penas legais. Pense bem antes de abrir a boca, digo, digitar ofensas na internet.

O que é esse treco redondo?

Não se surpreenda se algum dia seu neto parar na sua frente e perguntar: “Vovô, o que é esse treco redondo com um furo no meio? Que coisa mais estranha, para que serve esse troço?”. Os bons e velhos CDs e DVDs, companheiros de tantos backups e formatações, têm seus dias contados.

Salve esta imagem para explicar aos seus netos.

O aumento da capacidade de armazenamento dos pendrives, a baixa nos preços dos HD externos (aliados ao aumento de velocidade de transmissão de dados por meio da tecnologia USB 3.0) e as conexões de internet cada vez mais rápidas permitem que os usuários tenham dispositivos mais práticos, eficientes e seguros que as ultrapassadas mídias óticas.

As velhas amarelinhas

Você já segurou uma lista telefônica? O que para nós foi algo bem comum até alguns anos atrás (mesmo que fosse apenas para ganhar músculos), para as crianças de hoje, esse livro de endereços será totalmente dispensável. Bastará eles abrirem seus futuros e revolucionários telefones sábios (dispositivos mais do que inteligentes) e falar para onde querem ir.

O eletrônico indicará o caminho mais rápido, quanto tempo levará para realizar o percurso, qual o gasto de combustível e o telefone do local, bastando dar a ordem para a chamada ser realizada. A tendência é que as clássicas páginas amarelinhas das cabines telefônicas sumam do mapa!

Cartas à mão

Quando as mensagens eletrônicas surgiram, muitos não acreditaram que aquela forma fria de transmitir ideias, sentimentos e informações ocuparia lugar da prazerosa carta manuscrita. O hábito de transcender linhas, mudar a letra para destacar um trecho do conteúdo e enfeitar o envelope com desenhos e dobraduras foi deixado de lado, um golpe fatal para os poetas e românticos.

Há quanto tempo você não escreve uma carta?

Hoje, podemos afirmar que o ato de elaborar uma carta não passa de nostalgia. Pode até parecer exagero da nossa parte, mas responda: há quanto tempo você não escreve uma carta de próprio punho?

A geografia compactada

O que pensariam os antigos explorados portugueses ao chegarem ao Brasil se tivessem o Google Maps acessível em uma tela de 3 polegadas com todo o território brazuca mapeado? Obviamente, esta pergunta é apenas uma suposição, mas se pararmos para analisar, a história do nosso país poderia ser totalmente diferente se um smartphone caísse nas mãos dos comandados de Cabral.

Se é possível colocar toda a geografia do planeta dentro de um aparelho minúsculo, até onde podemos chegar? Os mapas em folhas de papel A0 são mais uma vítima desta máquina de matar chamada internet.

Álbum de fotografia

Você leva sua namorada para conhecer seus pais. A primeira coisa que sua mãe faz é pegar os álbuns de fotos na caixa cheia de pó guardada em cima do guarda-roupa para mostrar à nora. É hora de passar horas tendo boas lembranças e, algumas vezes, vergonha.

Se você ainda não passou por isso, não se preocupe. Sua mãe não vai pegar o velho álbum, mas vai poder mandar suas fotos de criança em um arquivo PPT, com uma bela música de fundo, por email para sua futura esposa antes mesmo de conhecê-la. Viva o advento da internet... Ou não!

O esquecimento do romantismo

Ah! O suspiro clássico dos filmes românticos está perdendo força. O ar do romantismo está acabando e as relações entre as pessoas ficam a cada dia mais “virtuais”. Os jovens esqueceram como paquerar “olho no olho” ou inventar uma desculpa para começar aquela conversa marota. Temos que convir que encontrar um texto pronto na internet e deixá-lo como recado na rede social da amada é mais fácil.

Que tal um namoro virtual?

A internet deu um beijo gélido no romantismo, sepultando-o nos versos de livros de poesia largados na estante.

Bilhetinhos na sala de aula

Quem nunca trocou um bilhetinho na sala de aula que atire o primeiro aviãozinho! O mecanismo de comunicação mais silencioso e sorrateiro de qualquer instituição de ensino é constantemente caçado pelos professores. Os educadores agora têm uma missão mais difícil: conter as SMS e mensageiros instantâneos que a molecada anda utilizando embaixo da carteira.

Cortar a rede sem fio da escola? Sinta-se a vontade! Com o 3G todo lugar é lugar para se comunicar sem falar nada.

Ei, psiu! Pega o bilhetinho.

Ortografia mal escrita

Os chats e mensageiros instantâneos, baseados na perversa internet, são interessantes ferramentas de comunicação. Mandar uma mensagem para seus familiares levaria dias para chegar ao destino há algumas décadas atrás. Atualmente, esse contexto é bem diferente. Basta digitar o texto desejado e pressionar uma tecla para que em frações de segundo o receptor tenha a mensagem exibida em seu monitor.

Com o ímpeto de tornar a comunicação mais prática, os usuários da web criaram uma nova linguagem: o “internetês”, no qual concordância gramatical, ortografia, coesão e coerência são conceitos trancados a sete chaves em algum servidor obscuro.

E vcs, leitores do Bxk, alguem interessado em tc nos coments?

Férias?

Ao entrar de férias, as pessoas procuram viajar, relaxar, esquecer os problemas, enfim, desconectar-se do mundo. Você consegue ficar incomunicável, só terá que se lembrar de desligar o Wi-Fi do notebook, cancelar a conexão 3G do smartphone, esquecer que tem um tablet, desativar sua conta no FourSquare e desabilitar o sistema de geolocalização de qualquer aparelho eletrônico que carregue.

Eu sei tudo sobre você!

Estou vendo você!Privacidade. Isso é algo quase impossível de se conseguir na internet. Com Facebook, YouTube, Orkut, MySpace, Twitter, FourSquare, fotologs, blogs, entre outros meios de comunicação interativos, é possível conhecer os gostos, hábitos e ideais de uma pessoa sem nunca ter tido qualquer contato com ela.

A web é como um grande Big Brother: eles estão de olho em tudo que fazemos. Tire a mão do mouse, estou vendo você!

15 minutos de fama

Nunca na história das mídias foi tão fácil ficar famoso. Para se tornar celebridade basta fazer qualquer idiotice na frente de uma câmera e postar suas peripécias em um serviço de hospedagem de vídeos.

Algumas alternativas para ganhar 15 minutos de fama:

  • Falar mal de outras pessoas famosas;
  • Dublar uma música conhecida;
  • Gritar desesperadamente por um filme;
  • Fazer estripulias bizarras;

A definição de celebridade, que antigamente era vista com notoriedade, respeito e reconhecimento por um trabalho bem feito, foi amassada e jogada no lixo pela severa e imponente internet.

Elementar, meu caro Watson

Os investigadores de décadas anteriores que nos perdoem, mas ninguém chegou perto de ter o conhecimento e o faro policial de que a internet é dotada. Sherlock Holmes gastaria horas pesquisando em bibliotecas e em suas anotações atrás de pistas para solucionar um caso.

E o que você, vivendo no mundo pós-contemporâneo, precisaria para sanar alguma dúvida? Um simples celular com conexão a ela, a impetuosa web, bastaria para resolver seus problemas.

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Você lembrou-se de outras coisas que a internet trucidou? Deixe seu comentário e ajude a aumentar a lista de vítimas da web.

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