Imagine que você está no supermercado com um carrinho que tem um leitor de código de barras. Então você escolhe um produto, passa o código dele e já sabe, através de um display, preço e prazo de validade, entre outras informações. Antes mesmo de chegar ao caixa, você já sabe o valor total da compra e pode usar o aparelho para retirar alguns itens da sua lista.

Depois das compras,  chegando à casa, você usa o seu celular para abrir o portão da garagem, que tal? Mais tarde, no banheiro, a sua pia conta com um aparelho que mostra para você a quantidade de litros utilizados e o valor deles em reais!

Esses são alguns dos projetos do Inova SENAI 2010, uma atividade onde alunos e professores do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) de todo o país desenvolvem processos e projetos inovadores, tanto para comunidade quanto para a indústria. O Inova SENAI foca-se na execução prática das inovações, não somente na teoria delas.

Todas as imagens desse artigo foram retiradas do hotsites do Inova SENAI 2010.

O Autokon, carrinho de compras inteligente.Em 2010, foram apresentados 132 projetos nas etapas estaduais. Um deles é o Autokon, criado por alunos do Rio Grande do Sul. O carro de compras eletrônico tem um leitor eletrônico e um display. O cliente passa o produto e tem informações na hora, em uma lista eletrônica. O Autokon ficou em 3º lugar na categoria “Produto Inovador” entre os alunos.

Outro projeto é o portão aberto via celular, também mencionado no começo deste artigo. O morador programa o código e ele é transmitido via Bluetooth para abrir o portão dentro de uma distância de até 100 metros.

Consciência ecológica é sempre sinônimo de boas inovações, e esta é a proposta de uma torneira que controla a vazão de água, um projeto de alunos de Jaguariúna, no estado de São Paulo.

A torneira tem um medidor de fluxo acoplado a um cano, que envia sinais elétricos a um microcontrolador. Por sua vez, o controlador é acoplado a um display que informa exatamente a vazão em litros e o valor gasto em reais.  A torneira tem um sensor eletrônico para ser aberta com movimento das mãos.

A torneira que controla e informa a vazão de água e o valor em reais.
Fonte: Inova SENAI

Uma torneira diferente, desenvolvida em Itatiba, em São Paulo, tem um microprocessador e um display de cristal líquido para controlar o fluxo de água desejado, tanto com valores pré-determinado como com novos valores, dependendo da necessidade de quem a usa.

Outro projeto ecologicamente correto é de alunos de São Carlos, em São Paulo. Batizado de Gira-Sol, é um sistema que utiliza sensores que fazem a leitura da posição do Sol e aciona dois motores para posicionar as placas coletoras de energia de maneira a aproveitar ao máximo toda a luz possível.

Inteligência e praticidade

Câmeras em uma geladeira. É a proposta de professores da unidade de Ipiranga, na cidade de São Paulo. Imagine que você tem câmeras de vídeo em pontos estratégicos da geladeira. Ao invés de abrir e ficar procurando o alimento desejado — o que desperdiça energia e refrigeração —, você usa um visor na porta da geladeira e só abre depois de saber exatamente o que você quer e onde está. A porta fica menos tempo aberta, diminui o consumo de energia e aumenta a vida útil da geladeira.

A geladeira com câmera.Fonte: Inova SENAI

Alunos da cidade de Santos desenvolveram o C.A.R.D., o Cartão Automotivo de Registro de Dados, que armazena dados pessoais em um chip para ligar o carro somente em posse desse cartão. Em caso de perda do cartão, uma central é acionada para as medidas cabíveis.

Alunos de Campinas, também no estado de São Paulo, criaram um método de refrigeração de notebooks que utiliza células de Peltier, um dispositivo termoelétrico em que um lado é capaz de resfriar enquanto outro, de esquentar. O lado frio é capaz, por exemplo, de resfriar um microchip.

Os alunos desenvolveram um cooler especial a partir de células Peltier que, além de refrigerar a parte interna do computador, conta com um sistema que indica e controla a temperatura do momento.

Refrigeração mais eficiente para notebooks.Fonte: Inova SENAI

Da cidade de Araraquara, em São Paulo, surgiu uma rede de comunicação hospitalar sem fio e gerenciada por uma central. Ao lado da cama do paciente, fica um Dispositivo de Chamada, utilizado para pedir ajuda ao enfermeiro, que, por sua vez, tem um Dispositivo de Resposta, que recebe os pedidos em qualquer lugar.

Tela do Nurse Bee, o sistema sem fio para atendimento a pacientes em hospitais.
Fonte: Inova SENAI

Cada enfermeiro tem um dispositivo próprio com tela de LCD que informa a localização do paciente. Um enfermeiro, então, confirma que vai atender ao chamado através de uma central.

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