Há poucos anos, o modelo de passaportes que a Polícia Federal brasileira emitia foi modificado. O novo passaporte passou a ter marca d’água, número marcado em relevo com perfuração a laser, impressão digital dos dados, costuras especiais, código de barras bidimensional e zona de leitura mecânica. Tudo para aumentar a segurança contra adulterações.

Agora o governo brasileiro anunciou que a partir de dezembro deste ano (2010), os documentos começarão a ser emitidos com uma nova ferramenta contra a adulteração e falsificação. Trata-se de um chip eletrônico para identificação dos portadores implantado na contracapa do passaporte.

Atual passaporte brasileiro

Este chip será travado, ou seja, os dados colocados não poderão ser alterados em nenhum terminal desautorizado pelas centrais de segurança digital da Polícia Federal. Também serão cadastrados novos dados relacionados aos usuários: ao invés de cadastrar duas digitais (como é feito hoje), os dez dedos das mãos serão inseridos nas fichas cadastrais.

Além disso, as autoridades responsáveis pelos documentos pretendem unificar o sistema de chips para passaportes, para que seja possível ter acesso às informações dos documentos brasileiros em qualquer país que os brasileiros vão.

O futuro está nos chips

Alguns países europeus já utilizam tecnologias semelhantes, o que muda bastante é o período de validade dos documentos. Enquanto os passaportes brasileiros terão duração de apenas 5 anos (validade atual), países como a Itália, Austrália, Japão e Reino Unido já possuem chips em seus passaportes desde 2006.

Ainda não se sabe quais serão os valores cobrados pela Polícia Federal para a emissão dos passaportes criados neste novo sistema. É muito provável que haja um acréscimo nos valores cobrados. Hoje os documentos custam 156,07 reais para a emissão da primeira via.

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