(Fonte da imagem: Reprodução/Avaaz)

Se você costuma utilizar algum tipo de rede social com frequência, é muito provável que algum tipo de abaixo-assinado online já tenha chegado até a sua timeline. Campanhas desse gênero são feitas para que várias pessoas com objetivos ou gostos em comum possam reivindicar alguma coisa — e parece que os internautas brasileiros gostaram disso.

De acordo com informações divulgadas pela BBC, os principais serviços voltados para petições e abaixo-assinados contam com versões em português, como a Avaaz e a Change. Somente essas duas alternativas já acumulam mais de 4,5 milhões de usuários ativos no país, o que mostra o interesse dos brasileiros neste tipo de atividade.

Como se essa marca já não fosse expressiva o suficiente, a taxa de mobilização de internautas no Brasil é maior do que em outros países. Para você ter uma ideia, em seis meses, a quantidade de abaixo-assinados feitos através do Avaaz dobrou, e o Change tem uma taxa de crescimento mensal de 35%.

É bom, mas tem suas limitações

Ao contrário do que muita gente pode pensar, o crescimento da utilização de petições e outros tipos de mobilizações virtuais é uma coisa boa para o país. Isso mostra que a população, principalmente a parcela mais jovem, se interessa, entre outras coisas, por política. Com isso, o processo democrático acaba fortalecido, como afirma Pedro Abramovay, diretor da Avaaz Brasil.

Contudo, apesar de servirem como ferramenta de pressão social, as mobilizações virtuais não substituem manifestações físicas e também não têm valor jurídico. O problema é que a lei não reconhece o clique ou a inscrição online como autêntica, já que qualquer pessoa poderia invadir o seu computador ou utilizar os seus dados anonimamente.

Não há informações concretas sobre uma possível mudança sobre isso no futuro, mas seria necessário utilizar algum tipo de certificado digital para evitar duplicidades e outras modos de burlar o sistema de um abaixo-assinado online.

E tem vezes que dá certo

Entre as diversas mobilizações digitais que têm objetivos variados, como a aprovação de leis ou proteção dos animais, alguns brasileiros conseguiram atingir o seu objetivo por meio de serviços online. Um destes casos é o do casal Vera Golik e Hugo Lenzi, no qual eles fizeram um abaixo-assinado pedindo que oito grandes empresas fabricassem sutiãs adaptados para mulheres que tiveram câncer de mama — e, com 13 mil assinaturas, duas companhias já aceitaram a proposta.

Outra história que pode chamar a atenção de quem faz compras pela internet é a do produtor Artur de Leos. Inconformado com a grande quantidade de sites não indicados pelo Procon que apareciam em comparações de preços do Buscapé, ele criou uma abaixo-assinado para que os dirigentes tomassem alguma providência quanto a isto. No começo desse ano, a empresa afirmou que ia retirar as 200 lojas com algum tipo de problema.

E você, já criou o seu próprio abaixo-assinado?

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