Depois de muitos rumores, a Google resolveu oficializar o lançamento de seu sistema operacional. Em uma conferência na Califórnia, o “dream team” de desenvolvedores da empresa apresentou as primeiras imagens do sistema operacional totalmente baseado na web e no navegador Google Chrome. Assim como a Internet não tem dono, o Chrome OS é totalmente OpenSource e conta com o auxílio de toda a comunidade de desenvolvedores.

Com lançamento oficial previsto para a metade de 2010, a gigante do Vale do Silício quer mudar a forma como usamos o computador interagimos com a web. O nome do sistema operacional mais aguardado dos últimos tempos não poderia ser menos óbvio: Google Chrome OS, porém o evidente fica apenas no nome, pois ele é diferente de tudo o que já se experimentou no mercado de SO.
O browser é o SO
A Internet é a maternidade da Google, desta forma, nada mais natural que ela foque seus esforços neste ambiente. Por isso, o diferencial do Chrome OS é ser tudo o que a geração web mais usa: o navegador. Isso mesmo! Não haverá downloads ou locais de armazenamento, tudo vai para a nuvem.

De acordo com Stephen Shankland, um dos desenvolvedores do OS, “milhões de usuários estão vivendo na nuvem. Muitos deles gastam mais tempo na web do que dormindo”. Com esta declaração já dá para perceber que a Google está de olho no público que fica totalmente conectado e que ter “N” programas no computador não faz o menor sentido, pois tudo é feito pela web. Por isso, os Netbooks são a mira da empresa, pois com o Android arrasando nos celulares, um SO nos pequenos computadores já está de bom tamanho.

Foco do SO ou aplicativo?

Vai se difícil até definir a categoria do Google Chrome OS, pois ele poder ser um navegador – bem melhorado – e/ou um SO. No entanto, para convencer as pessoas a usarem o produto, a Google enfatizou três “S” na conferência: velocidade (speed em inglês), simplicidade e segurança.1,2,3...Ligou
De acordo com a Google, o boot do Chrome OS vai levar míseros sete segundos (!). O login pretende ser ainda mais rápido, em média, três (!) segundos.  A lógica de tanta velocidade está no número de etapas que um sistema operacional precisa concluir até iniciar. Ao invés de cinco nos sistemas operacionais comuns, no Chrome são apenas três. 

Etapas do boot


Simplicidade
A navegação por abas foi uma inovação e tanto no mundo dos navegadores. Aproveitando a ideia, o Chrome vai manter as suas e trazer web Apps para dentro do sistema operacional. Ainda não se sabe como isso vai acontecer, pois se forem web Apps como os presentes no Mozilla, o marketing do “zero downloads” vai por água abaixo.

O SO se foi, mas as abas ficaram

Segurança
Quando se fala em web, a palavra segurança e as dúvidas sobre o assunto são inseparáveis. Desconfianças surgiram ao longo da conferência na Califórnia e, as que os desenvolvedores da Google não souberam responder satisfatoriamente, foram exatamente sobre o ponto mais delicado do SO.

Perguntado sobre como a Google daria garantias e segurança para os usuários, Sundar Pichai não convenceu na resposta, segundo ele, quando se trata de segurança, “é importante que as pessoas tenham escolhas”. O que se sabe é que os web Apps serão executados em Sandboxes e que todas as informações serão encriptadas. No vídeo a seguir, é possível conhecer melhor as propostas de segurança para o SO.

E o Chrome OS Offline?

Outra dúvida que não quer calar inevitavelmente vem à tona: “e se eu não estiver conectado? O Chrome não serve para nada?”. De acordo com Sundar Pichai, é possível armazenar alguns arquivos em cache – vídeos, livros e jogos, por exemplo. Além disso, os aplicativos baseados em HTML 5 vão funcionar mesmo sem Internet.
Um aperitivo
Há muitas incertezas acerca de como será o Chrome OS, mas as primeiras imagens do SO já permitem ter uma ideia de como a Google vai estrear neste mercado. Confira a seguir um vídeo onde é possível ver o Chrome funcionando e também as primeiras imagens oficiais do sistema operacional.