Ao longo da história, o ser humano foi responsável pelos mais audazes desenvolvimentos tecnológicos. Não contente com os resultados, passou a aprimorá-los, mas por mais que as tecnologias se aprimorem a cada instante, a perfeição ainda é um sonho distante. Essa busca pelo perfeito não poderia ser deixada de lado quando se trata da indústria de automóveis e combustíveis, que a cada dia tem abalado o mundo com novas descobertas e anúncios de novos investimentos em busca do mais viável substituto para o petróleo, principal matéria-prima para combustíveis automotivos.

Caso o usuário do Portal Baixaki esteja se perguntando: “mas por que substituir o petróleo?”, uma rápida explicação: existem dois tipos básicos de materiais encontrados na natureza, os renováveis e os não renováveis. Renováveis são aqueles que possuem ciclos de vida repetíveis, como plantas e água. Não renováveis são aqueles que, uma vez usados, jamais poderão ser reaproveitados, como o petróleo que, além de tudo, vê o esgotamento dos poços se aproximar.

O esgotamento se aproxima

Sabendo dessas limitações, as montadoras vêm buscando alternativas para os combustíveis derivados do petróleo - gasolina, diesel, querosene de aviões, além do gás de cozinha, lubrificantes e produtos usados para a fabricação de asfalto. Devido a uma das inúmeras crises do petróleo, o Brasil foi, na década de 70, pioneiro ao utilizar o álcool extraído da cana-de-açúcar para movimentar os motores. A indústria automobilística instalada no país, incentivada pelo programa Pró-Álcool, desenvolveu motores capazes de funcionar a partir da combustão do álcool, tendo o Fiat 147 como primeiro modelo compatível com o, então, novo combustível.

Trinta anos se passaram desde o lançamento do álcool combustível, que também já passou por crises. Hoje o grande mercado está novamente aquecido pelo lançamento ininterrupto de carros bicombustíveis, ou seja, que possuem motores que funcionam tanto pela combustão do álcool, quanto pela octanagem da gasolina. Além disso, novos tipos de combustíveis têm sido pesquisados e divulgados, como alguns que veremos a seguir.
Eletricidade
A eletricidade não é exatamente um combustível alternativo (não há combustão), mas sim uma alternativa aos combustíveis.  Os carros movidos apenas por energia elétrica ainda não estão sendo comercializados no grande mercado. O que já existe são carros híbridos movidos tanto por combustíveis quanto por eletricidade.


Os primeiros veículos a trabalharem com as duas fontes de energia utilizavam a eletricidade para melhorias no desempenho, tendo os combustíveis tradicionais como principal fonte de torque. Também existem os automóveis híbridos que usam os motores tradicionais como geradores da energia elétrica, que é utilizada para a movimentação do veículo. Por fim, os carros híbridos passaram a ter motores complementares, ou seja, motores que trabalham juntos, mas também podem agir alternadamente, dependendo da disponibilidade.

Renault Fluence Z.E

Durante o Salão do Automóvel de Frankfurt de 2009, várias empresas anunciaram estar investindo em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) no campo dos motores elétricos puros, sem emissão de poluentes devido ao uso exclusivo de energia não combustível.  A Renault, por exemplo, anunciou para os próximos anos os carros Fluence Z.E, Zoe Z.E e Kangoo Z.E (Z.E. significa Zero Emission, ou Emissão Zero).
Biocombustíveis
Os biocombustíveis são todos os combustíveis extraídos de matérias encontradas na natureza, mas não em forma fóssil como o carvão mineral e o petróleo. São energias renováveis por serem originados em substratos de materiais renováveis da natureza, como cana de açúcar, milho, óleos vegetais e resíduos agropecuários.

Biomassa
A Biomassa é, em resumo, a matéria orgânica que pode ser utilizada para a produção humana de energia, excluindo-se a parcela utilizada pelo próprio ecossistema para autogestão. São vários os tipos de combustíveis que podem ser extraídos da biomassa,. O bioetanol retirado da canadeaçúcar (Brasil) e do milho (EUA), o biodiesel (Brasil) e o  bioDME são alguns dos exemplos que merecem destaque.
Biodiesel

Biodiesel: incentivado pelo governo brasileiroA fim de aproveitar o enorme potencial agrário, o Brasil incentiva o consumo e produção do biodiesel, um combustível originado de reações químicas do álcool etanol com vários produtos vegetais, como mamona, girassol, pinhão, soja, amendoim, milho, entre outros. Já pode ser encontrado em postos de combustíveis, mas na maioria das lojas o biodiesel não é encontrado em sua forma pura, é vendido misturado ao diesel comum e classificado de B2 a B100, sendo os números referentes à porcentagem do biodiesel na composição.

Por ter origem vegetal, o biodiesel é considerado uma fonte energética renovável, tendo ciclos bem definidos. Além disso, estimula o aumento de empregos na agropecuária, parte do setor primário. Por outro lado, a fabricação do biodiesel gera grandes quantidades de glicerina e incentiva a derrubada de florestas tropicais para a plantação de vegetais de ciclo mais dinâmico.
BioDME
Se no Brasil o combustível que moverá os caminhões do futuro é o Biodiesel, na Europa será o BioDME, extraído de restos de vegetais. O combustível tem algumas vantagens em relação ao biodiesel, como o fato de não emitir dióxido de carbono na atmosfera.  A ideia dos desenvolvedores do BioDME é reduzir ao máximo o impacto ambiental por automóveis.
Hidrogênio
Frente à aproximação do esgotamento dos poços de petróleo, a possibilidade de um combustível inesgotável parece bastante atraente e, por mais que pareça impossível, não é. Está sendo aprimorada a tecnologia das Células Combustíveis, que utilizam oxigênio e hidrogênio como fonte de energia.


A partir da reação química dos gases oxigênio e hidrogênio, as células combustíveis geram energia térmica, energia elétrica (que posteriormente será convertida em cinética) e água, sem emissão de gases poluentes, o que a caracteriza como uma energia limpa.

Combustíveis limpos logo em frente

Desde o início da utilização do petróleo como fonte de energia, o planeta tem sofrido com agressões ambientais, tanto na produção de combustíveis, quanto na utilização. Após tantos anos de hegemonia petrolífera, a indústria automobilística começou a buscar fontes diferentes de energia, parte por prevenção ambiental, parte pela aproximação do esgotamento dos poços.

As alternativas apresentadas até agora são caras, mas estima-se que nos próximos anos já começarão a ser inseridas no mercado mundial, podendo chegar ao consumidor brasileiro, pelo menos às classes A e B, ainda na próxima década.

Usuário do Portal Baixaki, agora é com você! Qual sua opinião acerca dos novos modelos de utilização energética? Qual deles tem mais chance de vingar no cenário automobilístico nacional e internacional?

 

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