O site The Pirate Bay (A Baía Pirata), com mais de 10 milhões de usuários, é bastante controverso e desde seu lançamento, no começo de 2004, a página sueca é alvo de grandes polêmicas. Seus criadores têm um relacionamento áspero com as leis de proteção a direitos autorais e militam na contramão do copyright.

Sua luta contra a rigidez das leis que protegem a propriedade intelectual alcançou altos patamares, inclusive com a criação e legalização do Partido Pirata da Suécia, que pretende eleger congressistas e então debater estas leis.

Peter Sunde (seu criador) e companhia aprontam mais uma contra a indústria fonográfica. Não é nada de novo, mas é algo que prometer ser mais uma pulga atrás da orelha de gravadoras e órgãos de proteção ao direito autoral. Estamos falando do portal de vídeos Video Bay, chamado em blogs e sites de notícias de “YouTube pirata”.

Video Bay, a aposta pirata para transmissão de vídeos na internet

Mas e qual a diferença?

Primeiramente vamos nos ater às diferenças técnicas – leia mais abaixo as diferenças “ideológicas” entre o Video Bay e os demais serviços do gênero encontrados na grande rede. A diferença básica deste para qualquer outro serviço de transmissão de vídeo (aliás, para qualquer outro site da internet) é o tipo de código HTML nele utilizado.

O Video Bay foi criado com o HTML 5, um novo código HTML que pretende facilitar a vida de todos os envolvidos na internet, sejam usuários e programadores. Através dele espera-se que a web se torne ainda mais simplificada, com “tags” específicas para determinadas ações e tudo mais. Quer saber mais? Acesse nosso artigo O que é HTML 5?!

O fato de o Video Bay utilizar HTML 5 significa que não é possível acessá-lo com qualquer navegador, pois nem todos tem suporte a ele. O Google Chrome 3.0, o Mozilla Firefox 3.5, o Opera 9.52 e o Safari 3.4 e 4 já estão prontos para este novo código. Já o Internet Explorer, mesmo em sua oitava e atual versão, não possui suporte para este código.

Ideologia em primeiro lugar!

É claro que fatores ideológicos não poderiam ficar de fora de qualquer projeto dos criadores do The Pirate Bay. Se você é um usuário do YouTube já deve ter notado que assim como vídeos inteiros são removidos por violação à política da direitos autorais, alguns vídeos têm sua faixa de áudio retirada, pois elas acabam por ferir os termos de uso do site.

Partindo do mesmo princípio quanto utilizado no The Pirate Bay quando o assunto é direito autoral, o Video Bay acaba sendo um serviço bem mais “flexível” nesse aspecto se comparado a outros do gênero. Apesar de não ser um serviço de compartilhamento de vídeos, este site não deverá se preocupar com conteúdo postado e protegido por leis de copyright.

Nem tudo está funcionando

Nos últimos dias o Video Bay tem estado fora do ar, provavelmente por algum motivo técnico. Quando era possível acessá-lo, logo em sua capa ele avisava que nem tudo funcionava direito. Peter Sunde, seu criador avisou: “ele estará pronto dentro de um ou cinco anos”, ou seja, será preciso esperar um bom tempo para que ele realmente se apresente como um concorrente a altura do YouTube.

Aviso na capa do Video Bay

Além de bugs de uma versão Beta extrema, algumas correções no design na página também estão nos planos dos desenvolvedores do Video Bay. Então o que nós, usuários, temos que fazer é aguardar para ver quais serão os próximos episódios de mais um empreendimento dos piratas suecos.

E a lei?

Illegal?O fato de ser algo “pirata” significa que Video Bay será uma verdadeira “zona autônoma” para vídeos na internet, onde conteúdos poderão ser postados livremente. Sem a menor sombra de dúvida as autoridades estarão de olho em tudo que acontece por lá, bem como grandes gravadoras e os arguciosos defensores dos direitos autorais.

Não deve demorar muito, assim como acontece com o The Pirate Bay, para que o site comece a receber processos judiciais para que retire determinado conteúdo, bloqueie o envio de material protegido por copyright e tudo mais.

E você, leitor do Baixaki, o que acha disso tudo? Acha que o Video Bay poderá, realmente, se tornar uma ameaça ao “império” do YouTube? Acredita que este é um serviço legal ou ilegal? Ele pode se efetivar como mais uma ferramenta para a revisão de leis de direitos autorais, algo tão sonhado pelos desenvolvedores do The Pirate Bay? Isso é realmente necessário? Deixe sua opinião!

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