Bored Ape: artista é processado por vender cópia dos NFTs

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Imagem: OpenSea

A empresa criadora dos NFTs "Bored Ape Yacht Club (BAYC)" processou Ryder Ripps por supostamente vender cópias dos famosos macacos não-fungíveis. A startup acusa o artista de propaganda enganosa e violação de marca, entre outros crimes.

O Yuga Labs diz que o artista executa esse esquema de forma "calculada, intencional e premeditada". Seria um "esforço deliberado para prejudicar o Yuga Labs às custas dos consumidores, semeando confusão sobre se esses NFTs RR/BAYC são de alguma forma patrocinados, afiliados ou conectados ao Bored Ape Yacht Club oficial".

Ripps teria usado as imagens do Bored Ape Yacht Club em sua série "RR/BAYC" conectando-as a um token de criptografia diferente do que o Yuga Labs usa. Cada NFT teria sido vendido por cerca de US$ 200. Para comparar, as imagens BAYC originais podem ser compradas hoje por cerca de US$ 100.000 — uma diferença extrema quando olhamos para o preço cobrado pelo artista conceitual processado.

O Yuga Labs pede danos financeiros e uma ordem judicial exigindo que Ripps pare de infringir o trabalho do BAYC. Ele também estaria proibido de usar nomes de domínio “confusamente semelhantes” com o Bored Ape.

Curiosamente, o processo contra Ryder Ripps não envolve violação de direitos autorais. (OpenSea)Curiosamente, o processo contra Ryder Ripps não envolve violação de direitos autorais. (OpenSea)Fonte:  OpenSea 

Em sua defesa, Ripps disse que o projeto é uma "distorção na arte de apropriação" e que "descaracteriza grosseiramente o projeto RR/BAYC". Ryser também mencionou que os termos de direitos autorais do BAYC parecem um tanto confusos e contraditórios. Os compradores de suas artes "copiadas" foram explicitamente informados que não eram NFTs originais do Yuga Labs, de acordo com ele.

O Yuga Labs rejeitou as alegações e acredita que essa seja uma forma de vingança arquitetada por Ripps como resposta para a desavença de longa data com a startup. O artista diz que os Bored Ape são criados sob referências racistas e simbologias relacionadas à supremacia branca. O cofundador do Yuga, Gordon Goner, já refutou essas acusações em um post no Medium.

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