Saiba quem é o advogado do Telegram que vai atuar no Brasil

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O Telegram não será mais banido no Brasil após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu as ações prometidas ou já tomadas pelo mensageiro para ampliar o monitoramento e melhor acompanhar a situação da plataforma no país.

E algumas ações já foram oficializadas, como apagar uma postagem do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), passar a acompanhar os canais mais populares do país e indicar uma pessoa para ser o representante jurídico do Telegram no Brasil.

O nome já foi escolhido: trata-se de Alan Campos Elias Thomaz, advogado com especializações em tecnologia e proteção de dados.

Conheça o profissional

De acordo com o perfil do advogado no Linkedin, Thomaz é bacharel em Direito pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, tendo ainda especializações na Fundação Getúlio Vargas sobre tecnologia, direito digital, proteção de dados e legislação no meio corporativo.

Ele está atualmente fazendo doutorado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Alan Campos.Alan Campos.Fonte:  Linkedin 

Em experiência profissional, Thomas é CEO e professor de um serviço voltado para profissionais de tecnologia chamado ATech Privacy Center, além de ser um dos sócios fundadores do escritório de advocacia Campos Thomaz Advogados.

Ao todo, ele acumula 12 anos exercendo a profissão e possui clientes de setores de tecnologia, economia e finanças em questões regulatórias e transacionais. Thomaz também presta consultoria em assuntos de relevância nos segmentos, como adequações na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O que ele vai fazer?

De acordo com a companhia, o representante oficial do Telegram no Brasil terá acesso direto à administração da companhia para tratar de assuntos jurídicos. Ele será o responsável por representar oficialmente a empresa em assuntos legais e também receber e responder questões regulatórias ou eventuais solicitações de tribunais e outros órgãos públicos.

No caso envolvendo o banimento ordenado pelo ministro Alexandre de Moraes, o CEO e cofundador do app, Pavel Durov, alegou que os e-mails enviados pelo STF foram perdidos e podem ter caído na caixa de spam.

O escritório de advocacia Araripe & Associados, que já era representante do aplicativo no Brasil há alguns anos, disse ao jornal Folha de São Paulo que "seguirá prestando serviços ao aplicativo", mas não comentou o caso em específico.