Chinês é preso após colocar fogo em cabos de 'internet lenta'

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A dificuldade de navegar na internet provocada por problemas na rede pode despertar sentimentos de fúria em algumas pessoas. Foi o que aconteceu com um homem na China, que acabou sendo condenado à prisão por incendiar equipamentos de telecomunicação após um ataque de raiva provocado pela lentidão da conexão, em junho do ano passado.

Conforme relata a Agence France-Press (AFP) nesta quarta-feira (12), o chinês identificado apenas pelo sugestivo sobrenome Lan estava em um cibercafé localizado na província de Guangxi, região sul do país. Ao usar a internet do estabelecimento, ele se deparou com a conexão lenta e ficou furioso.

Para se “vingar” da baixa velocidade da internet, o usuário pôs fogo em uma caixa de telecomunicações instalada em um cruzamento nas proximidades do cibercafé. Lan usou um isqueiro e um guardanapo para começar o incêndio, destruindo os cabos de fibra óptica que passavam pelo equipamento.

Os cabos queimados disponibilizam conexão para milhares de pessoas.Os cabos queimados disponibilizam conexão para milhares de pessoas.Fonte:  Pixabay 

O ataque de fúria do internauta deixou não apenas ele sem acessar a web, como também milhares de pessoas. De acordo com a agência de notícias, a destruição dos cabos fez com que cerca de 4 mil imóveis na região, incluindo residências, escritórios e um hospital público, ficassem sem acesso à internet por um período que variou de 28 a 50 horas, dependendo da localização.

Condenado à prisão

Logo após o incidente, agentes de segurança pública apreenderam o isqueiro utilizado por Lan para colocar fogo nos cabos de internet. O objeto foi usado como prova no processo judicial iniciado pelas autoridades locais contra o homem, que demorou alguns meses para ser finalizado.

Julgado pelo tribunal da cidade de Cenxi, o chinês foi considerado culpado por "destruir instalações públicas de telecomunicações", conforme o comunicado divulgado na segunda-feira (10). Por esse crime, Lan foi condenado a sete anos de prisão.