OnlyFans volta atrás e não vai banir conteúdos adultos

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O OnlyFans voltou atrás na decisão de banir materiais sexualmente explícitos da plataforma. Publicado nesta quarta-feira (25), o anúncio ocorre após a reação generalizada de criadores de conteúdos direcionados para o público adulto.

“Obrigado a todos por fazerem suas vozes serem ouvidas. Obtivemos as garantias necessárias para apoiar nossa comunidade diversificada de criadores e suspendemos a mudança de política planejada para 1º de outubro”, cita a nota no Twitter.

Entenda o caso

Na semana passada, o OnlyFans anunciou que faria mudanças nas diretrizes da plataforma a partir de outubro. Conhecido por hospedar páginas de produtores de conteúdo para o público adulto, o site decidiu proibir o envio de ensaios e vídeos sexualmente explícitos.

Reportagens apontavam que a decisão estava diretamente ligada à dificuldade da companhia britânica em encontrar novos investidores. No caso, o excesso de tópicos pornográficos estaria afastando os apoiadores financeiros.

Tim Stokely, CEO do OnlyFans, disse nesta semana que os bancos eram os culpados pela proibição dos conteúdos adultos. O executivo alegou que diversas instituições financeiras reclamavam das publicações e não queriam ser associadas à marca.

Artigo da BBC expôs detalhes da “política interna” do OnlyFans.Artigo da BBC expôs detalhes da “política interna” do OnlyFans.Fonte:  Gabby Jones/Bloomberg/Reprodução 

BBC revela os bastidores do OnlyFans

Após o OnlyFans anunciar a proibição de conteúdos adultos, a BBC News publicou uma reportagem sobre os bastidores do site. Segundo o jornal britânico, os moderadores faziam “vista grossa” em relação ao envio de materiais ilegais.

Em vez de banir ou punir os criadores que violam as regras, a orientação interna é para que os moderadores apenas emitam alertas para remoção do conteúdo. Então, isso fugia totalmente do controle para contas com maior número de assinantes.

Embora o OnlyFans negue que essas seriam as recomendações, a investigação da BBC News entrevistou funcionários da plataforma que confirmaram a história. Além disso, os jornalistas criaram contas para venda de materiais ilegais e não foram detectados pela moderação.

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