Twitter apagando seguidores: entenda a 'limpa' na rede social

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Na noite desta segunda-feira (14), diversos usuários do Twitter alegaram que perderam seguidores na rede social. Segundo os relatos, alguns perfis chegaram a ter mais de 10 mil seguidores excluídos de uma hora para outra no microblog. A empresa revelou que está fazendo uma "limpa" em contas não autenticadas no site.

No Brasil, os perfis mais afetados pelo "sumiço de followers" incluem políticos como Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que alega ter perdido 15 mil seguidores ontem. Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, também reclamou que cerca de 10 mil contas sumiram de seu perfil.

Já o blogueiro conservador Bernado Küster disse que foi amplamente afetado e perdeu cerca de 10 mil seguidores na rede social. O jornalista Leandro Demori, do Intercept Brasil, também comentou o caso e notou uma redução em seus números, mas em menor escala: cerca de 600 seguidores foram retirados do perfil.

Limpeza de contas no Twitter

Em uma publicação realizada em seu perfil de suporte, o Twitter explicou o motivo para o sumiço de seguidores. A companhia ressaltou que os usuários podem notar "flutuações no número de seguidores" devido a um processo de verificação de contas.

A verificação pede que perfis suspeitos confirmem a senha ou número de telefone no Twitter. Caso isso não ocorra, a conta é retirada do contador de seguidores até que uma forma de comprovar a autenticidade do perfil seja apresentada para a rede social.

Segundo o Twitter, o procedimento é realizado regularmente e visa diminuir a incidência de spam e contas falsas na rede social. Vale ressaltar que o mesmo também acontece em outras plataformas, incluindo Facebook e Instagram.

Polêmica

Enquanto a exclusão de contas falsas é um procedimento comum nas redes sociais, a exclusão de seguidores do Twitter gerou debates na noite desta segunda-feira. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) cobrou explicações da rede social e disse que o governo deve tomar medidas para "acabar com esses abusos".

O parlamentar mencionou uma lei que entrou em vigor na Polônia em janeiro e multa redes sociais em caso de bloqueios ou exclusões indevidas. De acordo com a Reuters, a punição para as empresas pode chegar em até US$ 13,5 milhões, cerca de R$ 67,5 milhões em conversão direta.

Uma legislação similar está em desenvolvimento no Brasil e quer impedir que empresas como o Twitter apaguem publicações considerando apenas as políticas de uso da rede social. A proposta visa limitar os conteúdos deletados apenas para decisões judiciais, violações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pedidos do usuário ou de terceiros.

O decreto chega após redes sociais apagarem ou limitarem o alcance de publicações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia da covid-19. Além de ter posts excluídos no ano passado, o chefe de estado também recebeu uma notificação de "conteúdo enganoso" no Twitter, em abril.

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