Facebook impede Signal de criar anúncio que mostra coleta de dados

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Focado em privacidade, o mensageiro Signal detalhou na última terça-feira (4) como ele tentou provocar o Facebook e mostrar algumas verdades aos usuários — até ser descoberto e punido pela plataforma.

A plataforma comprou espaço como anunciante no Instagram pelos métodos tradicionais e, no lugar de divulgar o próprio aplicativo, a tela exibia um texto em especial: as características listadas nas configurações que indicam quem é o alvo personalizado da publicidade.

"Você recebeu esse anúncio porque é um instrutor de pilates recém-casado, louco por desenhos. Esse anúncio usou a sua localização para ver que você está em La Jolla. Você curte acessar blogs de paternidade e está pensando em adoção por pessoas LGBTQ", dizia um dos anúncios.

Alguns dos anúncios que rodariam no Instagram, específicos para pessoas de certos gostos e características.Alguns dos anúncios que rodariam no Instagram, específicos para pessoas de certos gostos e características.Fonte:  Signal 

A ideia do Signal é mostrar que, ao juntar uma série de informações segmentadas e aparentemente desconexas, como signo, páginas curtidas e status de relacionamento, é possível montar perfis inteiros que podem ser assustadoramente parecidos com os hábitos online de uma pessoa — além de mostrar como a rede social de fato sabe muito sobre você, mesmo que a pessoa ache que está em um ambiente mais privado.

Entretanto, a rede social de Mark Zuckerberg parece não ter curtido muito a ideia. Segundo uma postagem no blog do Signal, a companhia rejeitou a aquisição e ainda baniu a conta de anunciante do app.

A conta banida do Signal.A conta banida do Signal.Fonte:  Signal 

"O Facebook está mais que disposto a vender visibilidade para as vidas as pessoas, a não ser que seja para contar as pessoas sobre como os dados delas são usados. Ser transparente sobre como anúncios usam as informações pessoais é aparentemente o suficiente para ser banido. No mundo do Facebook, o único uso aceitável é esconder o que você está fazendo do seu público", diz o comunicado do Signal.

Até o momento, o Facebook não se pronunciou oficialmente a respeito do caso.

Fontes

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