Facebook, Twitter e YouTube se unem contra fake news sobre vacinas

1 min de leitura
Imagem de: Facebook, Twitter e YouTube se unem contra fake news sobre vacinas
Imagem: Pixabay
Avatar do autor

As plataformas de redes sociais Facebook, Twitter e YouTube farão uma iniciativa conjunta em parceria com governos e agências de checagem para combater a desinformação em um tema especial: as vacinas contra o coronavírus, atualmente em fases decisivas de testagem.

A agência britânica de checagem de fatos Full Fact será a organizadora da iniciativa, que deve começar a operar oficialmente em 2021. Além dela, representantes dos governos do Reino Unido e Canadá vão supervisionar o projeto.  Argentina, Índia e Espanha são países já comprometidos em colaborar a partir de iniciativas locais.

Muito trabalho pela frente

Entre as redes sociais, o Facebook vai financiar o esboço da iniciativa. A ideia é não apenas deixar a checagem mais precisa e transparente, mas também encontrar uma forma mais padronizada de combater a desinformação — não apenas deletando conteúdos falsos, por exemplo, mas levando o usuário aos dados corretos.

No geral, as plataformas têm recebido muitas críticas pela demora ao derrubar conteúdos conspiracionistas ou claramente falsos sobre este e outros temas.

Recentemente, o YouTube também divulgou metas próprias de combate à desinformação sobre as vacinas, com links relacionados a órgãos oficiais de saúde dos países.

A situação das vacinas

A ideia da colaboração é ser lançada oficialmente junto com o início da vacinação de parte da população — algo que já pode começar ainda no final deste ano, mas deve atingir uma fase de aplicação em massa somente depois de alguns meses.

A vacina da Moderna provou-se 94,5% eficaz nos últimos testes, enquanto a desenvolvida pela Pfizer chegou a 90% de eficácia. A Sputnik V, feita na Rússia, atingiu os 92% — todos na terceira fase de provas, clínicas, sendo esta última ainda carecendo de revisão pelos pares.

No Brasil, as primeiras 120 mil doses da vacina CoronaVac chegaram em São Paulo e aguardam aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Facebook, Twitter e YouTube se unem contra fake news sobre vacinas