YouTube deleta 210 contas por notícias falsas sobre atos em Hong Kong

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O Google desabilitou 210 contas no YouTube vinculadas aos recentes protestos ocorridos em Hong Kong. A ação de segue à atitude semelhante tomada pelo Twitter e Facebook, que excluíram contas de suas plataformas.

Segundo declaração das duas empresas (e agora do Google), constatou-se que as contas foram criadas ou sequestradas pelo Estado chinês para desacreditar os protestos, publicando propaganda em defesa da polícia de Hong Kong (acusada repetidamente de truculência) e ataques contra os manifestantes pró-democracia. A justificativa para a exclusão das contas foi “veiculação de desinformação”.

O caso do Google é mais delicado, se lembrarmos do período em que ele manteve uma versão chinesa do seu buscador, funcionando com filtros de censura, entre 2006 e 2010. Em fins de 2009, servidores da companhia sofreram ataques atribuídos a invasores chineses ordenados pelo próprio governo de Pequim.

Milhares de manifestantes se reuníram no Victoria Park, em Hong Kong, no último domingo (18). (Fonte: AFP/Getty Images/Issac Lawrence)

O Google acabou saindo da China em março de 2010. Hoje, o endereço google.cn remete ao buscador de Hong Kong (google.com.hk), uma versão sem restrições criada somente para a ex-colônia britânica.

Banimento cauteloso

Em se tratando da China, o Google pisa em ovos - por isso o tom cauteloso usado para explicar, em seu blog, por que deletou as contas no YouTube: elas usariam "VPNs e outros métodos para disfarçar sua origem, atividades associadas a operações de influência". Apesar de não justificar a ação, as referências ao Twitter e Facebook deixam claro o motivo.

O Twitter, ao justificar o banimento, usou como exemplo uma conta criada em 2013. Nos primeiros meses, a americana saydullos1d postou em inglês sobre atividades ao ar livre. Depois de quatro anos de inatividade, ela voltou em 2018 escrevendo em chinês e, agora, elogiando a polícia de Hong Kong e atacando os manifestantes por ameaçarem a lei e a ordem. O mesmo tipo de amostragem foi veiculada pelo Facebook ao deletar contas suspeitas.

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