Facebook Watch tem grandes desafios no crescente mercado de streaming

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Facebook Watch foi lançado em agosto de 2017 nos Estados Unidos com a promessa de fazer uma grande mudança, adicionando a característica de plataforma de vídeo à rede social. No entanto, desde a sua estreia, o modelo ainda não tem uma cara definida nem parece ter se estabelecido como o planejado.

Uma das opções especuladas para o Facebook Watch, segundo comenta o portal Variety, seria a criação de um canal pago na TV, algo que parece ter sido descartado em breves reuniões. Fazer isso seria fugir muito do modelo atual de negócios e ignorar toda a base da rede social que foi criada até agora.

Outra possibilidade seria fazer dele uma plataforma de streaming, uma competição que poderia ser acirrada, ainda mais com a recente entrada da Disney nesse mercado. Mas essa alternativa não parece tão distante, pois o Facebook já trouxe conteúdos que se encaixam nesse formato — as séries Sorry for Your Loss e Sacred Lies não perdem em nada para a Netflix.

No entanto, restringir o acesso com mensalidade também não parece a melhor opção para uma plataforma que tem mais de 400 milhões de pessoas acessando por pelo menos 1 minuto mensalmente e 75 milhões diariamente. Segundo dados do próprio Facebook, em média, visitantes diários passam mais de 20 minutos no Watch.

Facebook/Divulgação

Ao que tudo indica, a aposta da empresa de Mark Zuckerberg parece ser em um modelo de negócio mais semelhante ao do YouTube, que também tem materiais próprios enquanto produtores de conteúdo lançam vídeos diariamente. Mas enquanto o YouTube tem um sistema de monetização já bem estruturado, o Facebook ainda procura maneiras de ter controle sobre o que é produzido sem impedir que a plataforma siga sendo abastecida.

Enquanto isso, é possível desenvolver soluções de mercado mais abrangentes. Rumores apontam que o Facebook está trabalhando em um dispositivo para ser utilizado em televisões com funcionalidades semelhantes às do Amazon Fire TV Stick. O aparelho viria com um sistema que reúne serviços de streaming, agregando Netflix, Disney, Hulu, Amazon e HBO. Essa seria uma estratégia para tentar dar mais visibilidade ao próprio serviço.

De toda forma, há ainda diversos caminhos que podem ser seguidos. Um deles é comentado pelo jornalista Gavin Bridge, da Variety, que acredita que uma boa maneira de utilizar o Watch seria transformá-lo em um ponto de TV aberta online. A plataforma exibiria diversos canais parceiros com funcionalidades de chat para ser possível interagir e marcar outras pessoas durante cada transmissão.

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