A relação entre YouTube e seus usuários sempre teve um pouco de amor e ódio, devido às regras de uso e monetização, que vivem se adaptando e nem sempre agradam a todos — principalmente quando há um tratamento “diferenciado” para os mais famosos. A CEO Susan Wojcicki vem tentando “apagar incêndios” há algum tempo, procurando uma forma de diálogo mais informal, e nesta segunda-feira (22) publicou uma carta aberta a todos os youtubers — chamados de criadores, para também amenizar a conotação pejorativa que a denominação vinha acumulando.

Susan diz estar melhorando suas comunicações com os usuários e, diferente do que já ocorreu no passado, promete fornecer mais informações sobre mudanças na plataforma com atualizações regulares no Twitter, no canal Creator Insider e no novo YouTube Studio — conhecido anteriormente como Creator Studio e que será amplamente distribuído em 2019.

No ano que vem, o YouTube também deve expandir seu novo fluxo de upload de vídeos, conhecido como "autocertificação". Atualmente, esse programa-piloto permite que a criadores específicos fornecer informações sobre seus vídeos para "representá-los com mais precisão" aos anunciantes.

Mudança na monetização

O YouTube vem diminuindo o limite para os criadores de conteúdo que desejam oferecer aos espectadores assinaturas pagas. Anteriormente, o recurso Channel Memberships estava disponível apenas para quem tinha mais de 100 mil inscritos. Agora, qualquer canal com 50 mil inscritos pode fornecer a opção de associação ao público — e Susan espera baixar ainda mais esse limite.

Outra iniciativa visa expandir a ferramenta Premieres, que permite aos youtuber programar postagens pré-gravadas para estreia como transmissão ao vivo — e assim os espectadores podem conversar e interagir durante a exibição do vídeo.

Para quem ainda não manja muito do YouTube, o serviço de streaming agora conta com canal somente para aprendizado, com “tutoriais selecionados, vídeos de ‘faça você mesmo’, listas de reprodução com base em habilidades e outros conteúdos educacionais de alta qualidade". Além disso, um novo “Fundo de Aprendizagem” deve investir US$ 20 milhões nesses tipos de “boas-vindas”.

youtubeFonte: Pixabay

Susan encerrou as novidades dizendo que o "Gaming Destination" agora substitui o YouTube Gaming; destacou parcerias e esforços para a desinformação e trazer notícias de fontes confiáveis; e também anunciou o YouTube Giving, programa oferece aos criadores um instrumento para levantar dinheiro para diferentes causas.