Um ex-funcionário da Google enviou uma carta ao Congresso dos EUA no qual pede que os representantes eleitos cobrem mais transparência da Google sobre o suposto projeto de um buscador amigável à censura chinesa.

“Sou parte de um crescente movimento na indústria da tecnologia advogando a favor de mais transparência, fiscalização e responsabilidade para os sistemas que nós construímos”, escreve o ex-funcionário Jack Paulson no documento.

De acordo com o CNET, Paulson é um professor de matemática que começou a trabalhar na Google há dois anos e colaborou com o desenvolvimento da precisão dos sistemas de buscas da empresa. Ele teria pedido demissão após tomar conhecido do buscador censurado para a China.

Na carta, ele deu alguns detalhes sobre como funcionaria a ferramenta, citando que o Projeto Dragonfly, como vem sendo chamado o buscador censurado, permitiria o rastreamento das buscas feitas por cada usuário com base em seu número de telefone celular. Ele confirma, ainda, que termos como “direitos humanos” e “protesto de estudantes” também estariam bloqueados no buscador.

A existência de uma versão censurada do buscador na China foi denunciada no início de agosto em uma reportagem do site The Intercept. O veículo teria obtido acesso a documentos internos da empresa que descreviam o projeto e conversado com funcionários inteirados do tema. O buscador seria amigável às restrições de acesso à informação impostas pelo Partido Comunista Chinês e bloquearia resultados de pesquisas com termos como “direitos humanos”, “religião” e “democracia”.

Encontro com congressistas

Tamanha polêmica fez com que o Congresso dos EUA solicitasse a presença de um executivo da Google para prestar esclarecimentos. Nesta quarta (26), o diretor jurídico da Google Kent Walker representará a empresa em uma audiência, mas, na próxima sexta (28), o presidente da Google Sundar Pichai deve realizar uma reunião privada com congressistas do Partido Republicano para tratar sobre o tema.

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