“Ripar” é um termo muito conhecido na web, refere-se a quando você usa algum programa para extrair faixas de áudio de um CD, DVD e de serviços de vídeo e streaming para arquivos que possam ser baixados para o computador. O maior alvo dos sites que oferecem essa “conversão” das faixas para MP3 é o YouTube. Agora, uma das páginas mais acessadas para realizar essa ação ilegal, o MP3Fiber, deixou de fazer isso devido à pressão das gravadoras.

Bem, como artistas e selos musicais vêm sendo pagos com contratos baseados em reprodução de streaming, a transformação da obra em um formato que pode ser copiado e compartilhado sem qualquer controle ou pagamento obviamente deixa os envolvidos no mínimo chateados com essa situação.

O MP3Fiber atendia a usuários de várias plataformas de áudio, incluindo o SoundCloud e o Daily Motion. Segundo o TorrentFreak, a Recording Industry Association of America (RIIA), associação que representa as gravadoras dos Estados Unidos, conseguiu junto ao DomainsByProxy os detalhes pessoais dos operadores do site.

Na sequência, a RIAA entrou em contato com o responsável pelo MP3Fiber, que mora no Canadá. Embora o que o site fazia não seja um crime por lá, devido a um tipo diferente de reembolso de valores sobre cópias, a RIIA afirmou que a página é acessível nos Estados Unidos e deveria encerrar essas atividades.

ripping

Assim, ainda é possível visitar o MP3Fiber, mas não dá para “ripar” mais nada por lá. “Este site foi realmente executado como um hobby. Nós gastamos mais do que recebemos com os servidores, então não queremos entrar em batalhas legais. Nós praticamente cedemos às demandas sem pensar muito no que poderia acontecer”, disseram os donos.

Enquanto isso, a RIAA segue no combate de ações semelhantes. Além do MP3Fiber e dos sites russos FLVTO.biz e 2conv.com, em junho houve o fechamento de Pickvideo.net, Video-download.co e do EasyLoad.co. E é bem possível que outros entrem na roda, com ameaças da instituição de levá-los à Justiça.