Em conversa com funcionários na sede da Google em Mountain View, nos Estados Unidos, o presidente da empresa Sundar Pichai confirmou que a companhia expande os seus negócios na China, mas negou que a ela estaria desenvolvendo um buscador amigável à censura chinesa.

De acordo com o Wall Street Journal, Pichai garantiu que a Gigante da Web “não está próxima do lançamento de um buscador” no país asiático. O esclarecimento vem após circularem informações sobre o possível desenvolvimento de um “Google censurado” que permitiria à empresa volta ao setor no maior mercado nacional de internet do planeta — o suposto Project Maven.

Sundar Pichai afirma que a empresa expande os seus negócios na China, mas nega que ela esteja próxima de ter um buscador funcionando no país

A reportagem cita que a Google estaria “equilibrando o desejo de expandir os seus negócios na China com a sua identidade de uma campeã dos direitos humanos”. E o posicionamento claro da empresa a respeito desse tema veio justamente após reclamação crescente entre os seus funcionários com a possibilidade da companhia de alguma forma colaborar com a censura sofrida pelo povo chinês — o suposto Project Maven.

A insatisfação estourou nesta semana desde de um ex-funcionário da Google, o engenheiro Brandon Downey, publicar um texto afirmando que executivos da empresa argumentavam com os funcionários que oferecer aos chineses um Google censurado era melhor do que não ter nenhum Google.

A oposição dos trabalhadores da Google a esse possível projeto foi tanta que chegou ao ponto de centenas deles assinarem uma carta pedindo que parte dos funcionários fizesse uma revisão ética dos projetos da empresa e até mesmo pudessem deixar de participar de alguns desenvolvimentos por isso.

Ao que tudo indica, a Google recua (ao menos por enquanto) na ideia de levar o seu buscador de volta para a China.

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