Netflix já tinha anunciado a compra da editoria Millarworld, com títulos criados pelo roteirista de quadrinhos Mark Millar — o pai de Kick-Ass, Procurado e Kingsman, que esteve à frente de sucessos na DC Comics e Marvel Comics no passado, a exemplo de “Superman - Entre a Foice e o Martelo” e “Guerra Civil”. Agora, o serviço de streaming anuncia oficialmente as atrações dessa empreitada, juntamente com um novo perfil social, o NX.

NX será como um selo para os filmes e séries de ficção científica e fantasia. Seu ícone se parece com o Strong Black Lead, que veicula os shows relacionados à diversidade, e também deve explorar melhor assuntos específicos de nicho. Já na estreia, o NX destaca o Millarworld e quais serão as primeiras produções desse universo.

O primeiro seriado anunciado é “O Legado de Júpiter”, descrita como “uma série original sobre os super-heróis da Era de Ouro tendo filhos… e seus filhos se tornando millenials angustiados”. A trama é bem semelhante à premissa original, que traz um drama generacional com ares épicos. Nas revistas, os traços e narrativa de Frank Quitely são o que fazem a diferença. Inicialmente, terá oito episódios sob a chancela do mesmo showrunner de "Demolidor", Steven S. DeKnight. 

jupiter's legacy

O segundo é “Imperatriz”, “um filme sobre uma Imperatriz espacial em fuga”. A revista, que também teve um desenhista de primeira, Stuart Immonen, é uma ópera espacial, claramente influenciada por Star Wars e outras obras de ficção científica. O roteiro está nas mãos de Lindsey Beer ("Godzilla vs Kong").

empressPágina de "Imperatriz"

Entre os outros filmes originais, estão Huck, que traz de volta toda a pureza dos heróis clássicos dos anos 40 e 50, com direção e roteiro de Ted Melfi ("Estrelas Além do Tempo"); e Sharkey um caçador de recompensas espacial. Já American Jesus é uma série que projeta a possibilidade de Jesus Cristo estar caminhando entre nós como um garoto de 12 anos.

american jesus

Vale destacar que a Netflix vem apostando bastante em Millar. Além da compra dos direitos sobre suas propriedades intelectuais, ela estreou como editora com a minissérie “Magic Order”, uma espécie de mistura entre “Harry Potter com Sopranos”.

Ainda não há detalhes sobre datas de lançamento dessas novas atrações. E, preparem-se, pois, pela premissa, todos esses títulos devem se conectar de alguma forma — já que a ideia seria transformar o Millarworld em um “Millerverse” dentro da Netflix.