Relatório aponta que Amazon continua vendendo itens ligados ao Nazismo

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A Amazon já foi criticada várias vezes por deixar seu Marketplace distribuir produtos de terceiros contendo mercadorias ligadas ao discurso de ódio, inclusive com menções ao Nazismo. Agora, um novo relatório, publicado na sexta-feira (06), aponta que isso continua acontecendo, mesmo após protestos anteriores contra esse tipo de prática e com a promessa da própria rede varejista que isso não aconteceria novamente.

O documento, denominado "Entregando Ódio: Como as plataformas da Amazon são usadas para distribuir supremacia branca, antissemitismo e fobia ao Islamismo e como a Amazon pode impedir isso"  foi formulado pelo Partnership for Working Families e Action Center on Race & the Economy, que trabalham em prol da inclusão social e no combate aos ataques étnicos e raciais em esferas econômicas.

Entre os exemplos encontrados no e-commerce da companhia de Jeff Bezos estão adesivos, colares, chapéus e até fidget spinners e roupas para bebês — tudo com referências à organização paramilitar Shutzstaffel, à águia imperial, à suásticas, entre outros símbolos relacionados à campanha de Hitler. Além disso, a pesquisa mostra casos em que grupos de ódio estariam vendendo livros eletrônicos para o Kindle, assim como faixas musicais via streaming.

Amazon afirma que não tolera esse tipo de material mas ele continua sendo encontrado em seu Marketplace, de acordo com pesquisa feita em junho

A companhia afirma que não aceita “produtos que promovem ou glorificam ódio, violência e intolerância racial, sexual e religiosa, assim como as organizações que possuem tais visões”. Mas, em 2012, a Amazon já havia sido flagrada comercializando bandeiras nazistas. Em 2015, no calor de conflitos com assassinatos em massa em Charleston, na Carolina do Sul, a empresa afirmou que não deixaria mais ninguém comercializar objetos com a bandeira dos Confederados  — considerada racista nos Estados Unidos por conta de sua conexão com o passado escravagista e com associações supremacistas.

amazon

Contudo, o levantamento feito em junho mostrou que o material continua sendo disponibilizado para qualquer um. Algumas mercadorias já teriam sido retiradas do ar, após a veiculação desse estudo. Mas, outra das críticas à Amazon é justamente sobre o atraso em suas ações contra essas práticas e a respeito do relapso no monitoramento proativo.

“Em um momento em que os grupos de ódio e a violência racista estão em ascensão, o fracasso da Amazon em efetivamente impedir organizações de ódio do uso de suas plataformas para disseminar ideologias violentas é uma escolha perigosa ”, conclui o relatório.

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