Depois de um rumor surgido no último dia 1º, a Microsoft confirmou hoje (4) que chegou a um acordo de US$ 7,5 bilhões para adquirir o GitHub, maior repositório de códigos de softwares do mundo com mais de 85 milhões de códigos-fontes de programas e sistemas disponibilizados por mais de 28 milhões de criadores.

Mesmo antes de a notícia ser confirmada, porém, serviços concorrentes ao GitHub foram alvo de uma espécie de migração em massa. Ao que tudo indica, ficou clara a insatisfação de milhares de desenvolvedores que usaram as redes sociais para demonstrar a discordância em torno do negócio e a vontade de migrar para outra plataforma.

Um dos principais “alvos” dessa diáspora do GitHub é o GitLab, que chegou a tweetar sobre o tema relatando uma procura bem acima do normal. “Estamos vendo uma quantidade diária de repositórios 10 vezes maior do que o normal”, escreveu a plataforma em sua conta oficial no Twitter.

Em uma postagem em seu blog oficial, o GitLab parabeniza o GitHub pelo negócio, mas alerta que a Microsoft pode, em breve, forçar a adoção dos seus próprios serviços na nuvem para quem utiliza a plataforma.

“Hoje, a Microsoft promove a adoção da nuvem ao unir fortemente o Azure, o seu serviço de nuvem, ao Microsoft Visual Studio Team Services (VSTS), o seu conjunto de ferramentas de desenvolvimento”, informa o GitLab. “A Microsoft provavelmente integrará o GitHub ao VSTS a fim de tirar vantagem de seu forte laço com o Azure”, sugere a companhia.

Apesar disso, a Microsoft garante que o GitHub permanece uma plataforma independente e aberta a todos os desenvolvedores, buscando ser, cada vez mais, um espaço convidativo também para clientes empresariais. Só o tempo dirá quem estava certo.