Hoje é um dia histórico para todos nós, afinal, há exatos 25 anos a World Wide Web (ou Rede Mundial de Computadores) entrava em domínio público e se estabelecia como a base gratuita e aberta para que todos pudessem acessar e compartilhar informações pela internet. Ela foi originalmente criada em 25 de março de 1989.

O laboratório da WWW foi o CERN, a Organização Europeia para Investigação Nuclear, onde trabalhava o físico e cientista da computação britânico Tim Berners-Lee, consagrado historicamente como o “pai da web”. Ele foi o responsável por desenvolver todo o ecossistema de documentos interligados que se tornou o padrão conhecido como Rede Mundial de Computadores.

O pai da web

Berners-Lee criou o localizador uniforme de recursos (a URL), o protocolo de transferência de hipertexto (HTTP), a linguagem de marcação de hipertexto (HTML) original, o primeiro servidor e o primeiro navegador de internet para facilitar a vida dos cientistas que iam até o CERN, em Genebra, Suíça. O objetivo era evitar que eles precisassem acessar diferentes máquinas para obter diferentes informações enquanto desenvolviam projetos no local.

Tim Berners-LeeTim Berners-Lee, o pai da web.

A ideia genial de Berners-Lee foi colocada em domínio público e é graças à sua renúncia de direitos autorais e propriedade intelectual que pudemos usufruir e conhecer isso que chamamos de internet atualmente. O primeiro site do mundo, criado em 1990, portanto antes do surgimento da web, ainda está disponível nos servidores da CERN.

Preocupações

Um verdadeiro ativista da liberdade na internet, Berners-Lee se mostrou preocupado com os rumos tomado pela web durante as últimas décadas. Em artigo publicado no jornal The Guardian em março deste ano, ele lamentou que a rede esteja dominada pelos interesses das grandes corporações. Para ele, situações como "desinformação e publicidade política questionável a perda do controle sobre os nossos dados pessoais" soam como ameaça à rede.

“A web a que muitos se conectaram há alguns anos não é a que os novos usuários encontram atualmente”, continuou. “O que já foi uma rica seleção de blogs e sites foi comprimida pelo peso de algumas plataformas dominantes poderosas. Essa concentração de poder cria um novo conjunto de controladores, permitindo a algumas plataformas terem o controle de que ideias e opiniões devem ser vistas e compartilhadas.”

Apesar disso, ele se mantém esperançoso. “Mas eu permaneço comprometido em garantir que a web seja um espaço gratuito, aberto e criativo para todos. Essa visão só é possível se nós tivermos todo mundo online e garantirmos que a web trabalhe para as pessoas”, finalizou.